A imagem dos jogadores da seleção argentina levantando uma faixa com a frase “As Malvinas são argentinas” após a vitória sobre a Inglaterra por 2 a 1, no dia 15 de julho de 2026, rapidamente se espalhou pelo mundo, reacendendo discussões sobre a posse do arquipélago disputado entre Argentina e Grã-Bretanha.
Pelas regras da FIFA, tal ato durante a semifinal da Copa do Mundo pode resultar em punições, mas o gesto dos atletas foi interpretado como um símbolo de unidade nacional. Neste domingo, dia 19, a Argentina se prepara para enfrentar a seleção espanhola em busca do quarto título mundial.
“O gesto dos jogadores, de exibir para o mundo inteiro uma bandeira confeccionada por um torcedor a partir de um lençol de hotel tornou-se um feito compartilhado por todo o povo argentino”, afirmou a diplomata e ex-embaixadora da Argentina no Reino Unido, Alicia Castro.
Castro ainda comparou o ato à ação do técnico da seleção egípcia, Hossam Hassan, que ergueu uma bandeira da Palestina, sem sofrer penalidades, uma vez que a seleção palestina é oficialmente reconhecida pela FIFA.
As Ilhas Malvinas, localizadas a 500 quilômetros da costa argentina, estão sob administração britânica, mas a Argentina reivindica sua soberania. A questão é uma ferida aberta para os argentinos, especialmente após a guerra de 1982, que resultou em dezenas de mortes, principalmente entre soldados argentinos.
A vitória da Argentina sobre a Inglaterra na Copa de 1986, que foi vista como uma revanche, ainda é lembrada. Diego Maradona, que se destacou naquele jogo, não participou da guerra devido ao seu status como jogador de destaque.
Preços vistos na Amazon em 14/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
“Esse é um tema que está presente sempre que a seleção argentina joga. A torcida, o povo, de alguma forma, tem uma memória coletiva do conflito e traz isso como uma bandeira nacional”, explicou o cientista político Leandro Gabiati.
O embaixador Guillermo Carmona, ex-secretário das Malvinas, destacou que a gestão britânica do território é uma questão que precisa ser abordada. Ele acredita que o ato dos jogadores pode ser uma forma de pressionar por negociações.
“O gesto dos jogadores deveria despertar os diplomatas britânicos de sua inércia e forçá-los a confrontar uma realidade geográfica e histórica inescapável”, afirmou Carmona.
A diplomata Alicia Castro observou que a luta contra o colonialismo ainda é um imperativo ético e que o ato dos jogadores demonstra um forte senso de humanidade, recebendo apoio de várias partes do mundo.
A FIFA, que enfrenta críticas por sua gestão de questões políticas, ainda não se pronunciou sobre possíveis punições, mas já analisou relatórios da partida e tomará decisões conforme seu Código Disciplinar. Historicamente, a associação já multou a Argentina por atos semelhantes.
O presidente Javier Milei expressou compreensão pelos sentimentos dos jogadores e reforçou que a questão das Malvinas será abordada por meios diplomáticos, enfatizando que “as Malvinas são argentinas e nós vamos recuperá-las”.
Siga nossas redes e entre no nosso canal exclusivo de notícias.






