Carlos Lupi afirmou que Alexandre Kalil ficou 'muito machucado' pela preferência de Lula por Rodrigo Pacheco em Minas. O episódio gerou incompreensão mútua e tensionou a aliança.
Desentendimentos entre o PT e o PDT sobre a sucessão ao governo de Minas Gerais provocaram desconforto no cenário político local, impactando a relação entre Alexandre Kalil e o presidente Lula, conforme declarado pelo dirigente nacional do PDT, Carlos Lupi.
Lupi afirmou que Kalil se sentiu “muito machucado” pela preferência de Lula em apoiar o senador Rodrigo Pacheco (PSB) como principal nome para Minas Gerais. O ex-ministro mencionou que essa situação levou a um “processo de incompreensão mútua” entre as lideranças envolvidas.
“É uma situação que acontece na política e cria dificuldades, mas não impede uma aliança”, declarou Lupi.
Apesar dos atritos, Lupi confirmou que Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte por dois mandatos, continuará como pré-candidato ao governo mineiro. O PT, por sua vez, mantém Patrus Ananias como opção. A oficialização da candidatura do PDT está prevista para este domingo, 26, durante uma convenção estadual.
Além disso, Lupi comentou sobre a ausência do ex-prefeito na convenção nacional do partido, realizada na segunda-feira, 20. Ele classificou o gesto como “descortesia com o partido”, mas explicou que Kalil havia avisado previamente que não compareceria, uma vez que não desejava declarar apoio direto a Lula.
“Me considero um pouco fracassado por não ter conseguido essa aliança, mas é a vida”, afirmou Lupi.
A falta de sinergia nas candidaturas ao governo de Minas Gerais entre o PT e o PDT gerou “incompreensões” e causou atrito entre o pré-candidato Alexandre Kalil (PDT) e o presidente Lula, segundo as declarações de Carlos Lupi. Em um cenário de incertezas, as lideranças políticas buscam encontrar um caminho que leve a uma colaboração futura, especialmente em um eventual segundo turno, onde o PDT já sinalizou apoio a Patrus Ananias.

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