O 20º Anuário de Segurança Pública registra 6.602 mortes em intervenções policiais em 2025, alta de 5,4% sobre 2024. Essas mortes equivalem a 16,2% das MVI, mesmo com queda de 8,2% nas MVI.
O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23), revela dados alarmantes sobre a atuação das forças de segurança no Brasil. Em 2025, o número de mortes decorrentes de intervenções policiais atingiu 6.602, um aumento de 5,4% em comparação a 2024. Este crescimento ocorre em um contexto onde as Mortes Violentas Intencionais (MVI) apresentaram uma queda de 8,2% no mesmo período.
O relatório destaca que as mortes em ações policiais representam 16,2% do total de mortes violentas intencionais no país, o que equivale a uma em cada seis mortes violentas. No total, o Brasil registrou 40.775 mortes violentas intencionais em 2025, resultando em uma taxa nacional de 19,1 mortes por 100 mil habitantes.
“O país precisa encontrar mecanismos de controle do uso da força mais efetivos, já que tais dados mostram que o Estado, em suas múltiplas esferas e poderes, tem sido parte do problema e não apenas das soluções para a segurança pública brasileira”
O Amapá continua a liderar pelo sétimo ano consecutivo a taxa de letalidade policial, com 17,1 mortes por 100 mil habitantes. As taxas de letalidade policial por estado em 2025 foram as seguintes:
Preços vistos na Amazon em 11/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
- Amapá: 17,1;
- Bahia: 10,6;
- Sergipe: 8,4;
- Pará: 7,3;
- Rio de Janeiro: 6,6;
- Acre: 6,0;
- Rondônia: 2,7;
- Mato Grosso: 2,7;
- Pernambuco: 2,6;
- Ceará: 2,5;
- Espírito Santo: 2,5;
- Tocantins: 2,4;
- Goiás: 2,3;
- Mato Grosso do Sul: 2,3;
- Alagoas: 2,2;
- Maranhão: 2,1;
- Paraíba: 2,0;
- Rio Grande do Norte: 1,9;
- Paraná: 1,8;
- Minas Gerais: 1,7;
- Santa Catarina: 1,4;
- São Paulo: 1,2;
- Amazonas: 0,9;
- Piauí: 0,9;
- Rio Grande do Sul: 0,7;
- Distrito Federal: 0,5;
- Roraima: 0,4.
Embora a Bahia apresente a segunda maior taxa, foi o estado que registrou o maior número absoluto de mortes, com 1.570 casos, representando quase 24% do total nacional. A consulta aos dados revela que a maioria dos estados experimentou um aumento na letalidade policial entre 2024 e 2025, com exceção de dez estados que reportaram uma diminuição.
Particularmente preocupante foi o aumento de 485,6% em Rondônia, onde o número de mortes saltou de oito para 47. O Anuário também menciona a Operação Contenção, que ocorreu em outubro do ano passado e resultou em 122 mortes, sendo 117 civis e cinco agentes de segurança pública.
“Os dados apresentados reforçam que a redução da letalidade policial depende menos do aumento da capacidade coercitiva do Estado e mais do aprimoramento da forma como essa capacidade é empregada”
Os dados revelam que a letalidade policial afeta desproporcionalmente homens jovens e negros. Em 2025, 97% das vítimas eram do sexo masculino, com a faixa etária de 20 a 29 anos representando 46% das mortes em intervenções policiais. Adicionalmente, a taxa de letalidade entre pessoas negras foi de 3,5 mortes por 100 mil habitantes, enquanto entre brancos foi de 1,0, evidenciando uma disparidade significativa entre os grupos.
Siga nossas redes e entre no nosso canal exclusivo de notícias.






