No dia 20 de julho de 2026, o programa Jornal da Oeste Primeira Edição apresentou novas informações sobre a investigação da Polícia Federal (PF) envolvendo o Banco Master. Durante a discussão, o cientista político Marcelo Suano e a comentarista Guta Pini analisaram um repasse que totaliza quase R$ 58 milhões feito pela instituição financeira à Copenhagen Assessoria e Consultoria Sociedade Anônima.
A Copenhagen, que foi criada em novembro de 2024 com um capital social de R$ 40, se destaca como uma das empresas que mais recebeu recursos do Banco Master por serviços prestados. Controlada pelo Estônia Fundo de Investimento Multiestratégia, a empresa também está sob investigação da PF devido a suas supostas ligações com o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.
“As investigações do Master precisam permanecer no centro do debate público”, destacou Suano durante o programa. Ele enfatizou que as discussões sobre as decisões do ministro Alexandre de Moraes envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro têm desviado a atenção do caso do Banco Master.
Nos últimos dias, a decisão de Moraes de suspender as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias ganhou destaque nacional e internacional, ocupando as manchetes de diversos veículos de comunicação.
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Em sua análise, Guta Pini comentou sobre a magnitude dos valores envolvidos no escândalo do Banco Master e levantou questões sobre a utilização de empresas de consultoria dentro da estrutura investigada. “Isso cheira a lavagem de dinheiro”, afirmou Pini. “Você fica transferindo o capital para empresas de consultoria, que é uma coisa tão subjetiva, tão aberta.”
Guta também comparou o caso do Banco Master com as investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para ela, tanto no caso do Master quanto no do INSS, uma estrutura formada por pessoas jurídicas teria sido criada para justificar repasses financeiros. “Você não deixa o dinheiro parado ali, você vai encontrando um ecossistema de pessoas jurídicas para justificar”, afirmou.
Além disso, a comentarista mencionou outra consultoria que recebeu valores significativos e observou que empresas ligadas ao caso utilizaram serviços de escritórios de advocacia conectados a figuras públicas.

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