Gianluigi Buffon manifestou preocupação com a ideia de vender participações em ativos comerciais da Copa proposta por Gianni Infantino. O plano foi interrompido após rebelião de UEFA e Concacaf e continua gerando debate.
A proposta de Gianni Infantino, presidente da Fifa, de criar uma empresa para vender participações em ativos comerciais relacionados à Copa do Mundo não prosperou. O plano foi abandonado após o surgimento de uma crise com federações influentes, como a UEFA e a Concacaf, que temiam interferências na competição mais importante do futebol mundial. Esse tema continua gerando polêmica e repercussão entre os amantes do esporte.
O ex-goleiro Gianluigi Buffon, campeão mundial pela Itália em 2006, revelou sua preocupação em relação à ideia de Infantino. Em entrevista à Gazzetta dello Sport, Buffon comentou que se assustou com a proposta.
A Copa do Mundo foi ótima, mas não consegui tolerar certas coisas. No entanto, trazer investimento privado para a Copa do Mundo me assusta. Se certas linhas forem cruzadas, decisões firmes serão necessárias; só assim o mundo poderá ser um lugar melhor.
Ele também mencionou a ameaça de boicote da UEFA às competições da Fifa, reforçando a necessidade de proteção à integridade do torneio.
Buffon fez referência ao árbitro Omar Abdulkadir Artan, que foi impedido de apitar na Copa devido à negativa de visto para os Estados Unidos, ressaltando a falta de comunicação sobre o ocorrido. A discussão em torno da governança da Fifa e da UEFA se intensifica, especialmente com a falta de confiança da UEFA em Infantino, que exige reformas significativas na organização.
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Além de suas preocupações sobre a privatização, Buffon também comentou sobre a situação da seleção italiana, que não se classificou para as últimas três edições da Copa do Mundo. Ele enfatizou a importância de reencontrar o ímpeto que levou a seleção à vitória na Eurocopa de 2021.
Agora temos que voltar atrás e torcer para reencontrar o ímpeto que nos levou ao Campeonato Europeu.
A meta, segundo Buffon, é garantir a classificação para a Copa do Mundo de 2030.
Recentemente, mudanças ocorreram na equipe técnica da seleção, com a saída de figuras como Maldini e Leonardo, que buscavam um novo treinador para o projeto italiano. Roberto Mancini e Claudio Ranieri assumiram novos papéis, enquanto Buffon decidiu dedicar mais tempo à família, optando por não retornar à seleção.
Por fim, Buffon refletiu sobre a evolução do futebol e as dificuldades enfrentadas por jovens jogadores na seleção, destacando que, apesar da pressão e das expectativas, a realidade do futebol mudou consideravelmente nos últimos anos.
Fonte: InfoMoney – Mercado
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