Na esquina da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, um carrinho de cachorro-quente registrou R$154 mil no primeiro mês. Idealizado por Leandro Lima, ele atende frequentadores de cultos e explora nicho evangélico.
Na esquina da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, localizada na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, um simples carrinho de cachorro-quente deu origem a uma iniciativa inovadora, transformando um nicho pouco explorado em uma oportunidade de negócio. O empreendimento, que recebeu o nome de “Cachorro Crente”, foi criado para atender os frequentadores de cultos e já registrou um impressionante faturamento de R$ 154 mil em seu primeiro mês de funcionamento.
A ideia surgiu do empresário Leandro Lima, que percebeu a falta de espaços direcionados ao público evangélico nas redondezas das igrejas.
“A ideia surgiu pensando em um ambiente onde as pessoas pudessem sair do culto e continuar convivendo com os irmãos da igreja”
afirmou Lima em uma entrevista.Antes de se aventurar no setor alimentício, Lima construiu uma carreira sólida na produção de eventos e entretenimento, acumulando experiência em gestão de público e construção de marcas. Essa trajetória lhe permitiu identificar o potencial de um nome que surgiu de forma despretensiosa, mas que rapidamente conquistou seu público.
Após perceber a força da expressão “cachorro-crente”, o empreendedor decidiu realizar uma pesquisa de mercado, que revelou um público numeroso, fiel e carente de opções específicas para seu perfil. Com um investimento inicial de cerca de R$ 85 mil, Lima montou uma carrocinha de cachorro-quente em parceria com um amigo da construção civil. A operação começou modestamente, mas logo recebeu convites para atender eventos em igrejas.
O faturamento inicial foi em torno de R$ 12 mil, um resultado que confirmou a viabilidade da proposta e incentivou novos investimentos. Com o aumento da demanda, Lima recebeu propostas de investimento, negociou parte da operação e iniciou a implantação de sua primeira loja física, um projeto que consumiu aproximadamente R$ 700 mil.
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A escolha do endereço foi estratégica, aproveitando o fluxo de pessoas que frequentam uma grande igreja da região. O empresário destacou que estar situado na esquina de uma grande igreja facilita as vendas. O ambiente da loja foi projetado para dialogar com o público evangélico, não comercializando bebidas alcoólicas e tocando música cristã durante o funcionamento, além de adaptar os horários conforme a programação das igrejas próximas.
Apesar desse posicionamento, Lima enfatiza que o espaço é acolhedor para todos.
“Aqui não pode existir preconceito. Somos uma marca que vende lanche e queremos receber todo mundo”
O cardápio do Cachorro Crente também se destaca, apresentando receitas de diferentes regiões do Brasil e do mundo, incluindo lanches de costela, versões doces com pão de rabanada e até uma opção feita com massa de pizza. Lima ressalta que a apresentação dos produtos é uma parte crucial da experiência, influenciada por sua vivência no setor de entretenimento.
“Hoje tudo vira foto e vídeo. Então o produto precisa chegar à mesa bem apresentado”
Clientes relatam que o ambiente familiar e a possibilidade de socializar após os cultos são alguns dos principais diferenciais do local. Para Lima, a trajetória do Cachorro Crente trouxe lições valiosas sobre empreendedorismo.
“Nem tudo acontece no nosso tempo. Se não tiver paciência, uma grande ideia morre antes mesmo de sair do papel”
Com planos de expansão, o empresário acredita que pesquisa de mercado, dedicação e um forte propósito podem transformar a marca em uma referência nacional no segmento de fast food. Para ele, é essencial manter um espírito ativo e curioso:
“A curiosidade é o que traz as grandes ideias”


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