Na reunião anual da SBPC em Niterói, a ministra do STF afirmou que só os brasileiros devem decidir os rumos do país. Ela pediu proteção às instituições e alertou contra intervenções externas.
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, afirmou HOJE que a democracia brasileira deve ser fortalecida sem interferências externas, enfatizando que apenas os brasileiros têm legitimidade para decidir os rumos do país. As declarações ocorreram durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
No evento, a ministra destacou a importância de preservar as instituições e alertou contra iniciativas que possam enfraquecer o sistema democrático. Embora não tenha mencionado nomes ou governos específicos, suas palavras emergem em um contexto de tensões diplomáticas entre o Brasil e os Estados Unidos, especialmente após comentários do governo do presidente norte-americano sobre a política brasileira.
Na última semana, o Brasil negou o visto a oficiais dos EUA que pretendiam questionar as urnas eletrônicas. Além disso, uma crise com a Argentina se intensificou após declarações do presidente Javier Milei, que se referiu a Lula como “presidiário” e ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, como “lixo careca”.
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“É preciso fortalecer a democracia no Brasil e em todos os lugares do mundo, para que ninguém queira também interferir e fragilizar a nossa democracia”, afirmou Cármen Lúcia.
Durante seu discurso, a ministra enfatizou que a participação da sociedade e a produção científica são fundamentais para a consolidação do Estado Democrático de Direito. Ela ressaltou que espaços de debate, como a reunião da SBPC, são cruciais para o fortalecimento das instituições e da democracia.
Cármen Lúcia também sublinhou que o compromisso com os valores democráticos requer vigilância constante frente a qualquer tentativa de enfraquecimento institucional. As declarações coincidem com um aumento nas discussões sobre a soberania brasileira e o sistema eleitoral, especialmente após manifestações recentes de figuras políticas que levantaram questionamentos sobre as urnas eletrônicas, que já foram respondidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em outras ocasiões.
Sem fazer referências diretas a episódios específicos, a ministra concentrou sua fala na defesa da autonomia nacional, reafirmando que as escolhas políticas e institucionais pertencem exclusivamente ao povo brasileiro.
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