Com a chegada do frio, as mudanças nos hábitos diários tornam-se evidentes. Os casacos e gorros são retirados do armário, a alimentação tende a ser mais calórica, e os banhos se tornam mais quentes e prolongados. Embora a queixa de descamação e prurido no couro cabeludo seja uma realidade ao longo do ano, é durante o outono e o inverno que o número de pessoas afetadas por esse desconforto aumenta significativamente.
Estudos indicam que, nessas estações, 8 em cada 10 pacientes relatam irritação no couro cabeludo, acompanhada de coceira e fragmentos de epiderme nos fios ou nas roupas. Esse incômodo geralmente tem origem congênita.
Geneticamente, 80% dos homens e 50% das mulheres possuem uma produção excessiva de óleo, conhecido como sebo, nas glândulas sebáceas localizadas no couro cabeludo. Essas glândulas desempenham um papel fundamental ao secretar uma substância rica em gorduras que ajuda a lubrificar e proteger tanto os fios de cabelo quanto o couro cabeludo.
No entanto, quando a produção de óleo se torna excessiva, ocorre a deposição dessa gordura no couro cabeludo, resultando em uma inflamação que se caracteriza por vermelhidão, descamação, prurido e aumento da sensibilidade na região. Essa inflamação é conhecida como dermatite seborreica, que se manifesta visualmente na forma de caspa.
Vale ressaltar que a caspa nem sempre é visível, pois pode permanecer aderida ao óleo nos fios. Embora essa condição seja desconfortável e socialmente indesejada, não é contagiosa.
Em diversas manifestações clínicas, fungos como o Pityrosporum ovale ou Malassezia furfur podem estar presentes. Embora esses micro-organismos sejam normalmente encontrados no couro cabeludo, condições favoráveis como excesso de óleo, calor e umidade podem intensificar os sintomas da dermatite seborreica.
Preços vistos na Amazon em 09/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Para um diagnóstico preciso, é essencial que o médico e tricologista conduzam uma anamnese clínica adequada, além de exames tricológicos especializados. Um dos métodos utilizados é o scanner do couro cabeludo, que amplia em até 30 mil vezes as imagens anatômicas, permitindo uma análise detalhada das estruturas capilares.
Outro exame importante é o micológico direto, que envolve a visualização microscópica e a cultura de fungos. Esses exames são não invasivos e proporcionam um diagnóstico preciso, direcionando o paciente para um tratamento eficaz.
Embora a caspa seja uma condição comum, é vital não confundi-la com outras doenças que apresentam sintomas semelhantes, como psoríase do couro cabeludo, dermatites químicas, alergias e parasitoses. Um diagnóstico diferencial adequado é crucial, pois os tratamentos podem variar significativamente.
A caspa não tem cura, mas pode ser controlada. A recorrência dos sintomas é comum, especialmente quando o paciente recorre à automedicação ou a produtos sem comprovação científica.
Para controlar os sintomas da dermatite seborreica, é recomendado evitar gorros e tecidos sintéticos, lavar os cabelos diariamente com água morna a fria e utilizar produtos recomendados pelo médico. Além disso, manter-se hidratado, evitar álcool e alimentos ricos em açúcar e gorduras saturadas, e gerenciar o estresse são fatores importantes.
Por fim, o acompanhamento médico é essencial para evitar complicações e garantir um tratamento efetivo, evitando a automedicação e soluções indicadas por influenciadores que podem não ser apropriadas.
Siga nossas redes e entre no nosso canal exclusivo de notícias.






