A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2% para este ano. Essa previsão foi confirmada no Informe Conjuntural do 2º Trimestre, divulgado nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026.
A CNI destaca que a economia deve continuar avançando em um ritmo moderado, com a indústria extrativa, o agronegócio e a resiliência do setor de serviços como principais motores desse crescimento.
O diretor de Economia da CNI, Mario Sergio Telles, salientou que o crescimento será sustentado pelos setores ligados às commodities e por estímulos à demanda.
No entanto, a confederação alerta que a recuperação robusta da atividade econômica pode ser limitada por fatores como juros elevados, inflação persistente, custos de produção altos e o aumento das importações.
Além disso, a CNI revisou para cima a projeção da inflação, que agora deve ser impactada por alimentos, combustíveis e serviços, mantendo pressão sobre os preços ao consumidor.
O cenário fiscal também suscita preocupações. Embora a arrecadação federal deva crescer, o aumento das despesas públicas deve resultar em contas do governo no vermelho, elevando o endividamento do país.
Preços vistos na Amazon em 09/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Entre os indicadores apresentados, a CNI destaca: PIB em 2%; IPCA revisado de 4,4% para 5%; Receita líquida federal 5,8% acima da inflação; Despesas federais 4,5% acima da inflação; Déficit primário projetado em R$ 55,3 bilhões; e Dívida pública prevista em 82% do PIB.
No setor industrial, a expectativa de crescimento foi revisada para cima, com destaque para a atividade extrativa, favorecida pelo aumento da produção de petróleo. Contudo, a indústria de transformação ainda enfrenta desafios, como a concorrência das importações e os altos custos decorrentes da guerra no Oriente Médio.
Projeções específicas incluem: PIB industrial aumentado de 1,6% para 2,1%; Indústria extrativa de 7,8% para 9,1%; Indústria de transformação de 0,3% para 0,6%; e Construção civil de 1,3% para 1,5%.
O setor agropecuário também teve sua projeção elevada devido à expectativa de uma nova safra recorde, especialmente de soja, e ao crescimento da produção animal. As projeções para o agro e serviços incluem: Agropecuária de 1,1% para 1,8%; e Serviços de 2,1% para 1,9%.
Embora o setor de serviços conte com um mercado de trabalho robusto e vendas no varejo, a inadimplência crescente e os juros altos têm impactado negativamente a expectativa de crescimento.
Em relação à taxa básica de juros, a CNI ajustou suas expectativas, prevendo apenas dois cortes de 0,25 ponto percentual ao longo de 2026. A previsão atual para a Selic é de 14,25% ao ano, com um possível fim de 2026 variando de 12,75% a 13,75% ao ano.
O ambiente externo continua a ser influenciado pela guerra no Oriente Médio, que eleva os custos de combustíveis e fertilizantes. Embora os custos possam diminuir ao longo do ano, as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros podem impactar negativamente as exportações em 2026.
Siga nossas redes e entre no nosso canal exclusivo de notícias.






