Banco Central registra US$ 14,68 bilhões em aquisições na primeira metade de 2026. Em junho, compras líquidas atingiram US$ 2,54 bilhões, alta de 72,3% sobre junho de 2025.
Em um cenário crescente de adoção de criptoativos, os brasileiros adquiriram mais de US$ 14,68 bilhões em criptomoedas no primeiro semestre de 2026. Segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil, esse valor representa um aumento impressionante de 135% em relação aos US$ 6,24 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.
Somente em junho, as compras líquidas totalizaram US$ 2,54 bilhões, o que indica uma alta de 72,3% em comparação aos US$ 1,48 bilhão contabilizados em junho de 2025. Esses números fazem parte da série 29644 do Sistema Gerenciador de Séries Temporais, que monitora criptoativos com passivos correspondentes.
Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, destacou que a demanda por criptoativos no Brasil continua a expandir. Ele observou que o mercado evoluiu além da fase inicial, consolidando novas aplicações e aumentando sua participação nas transações financeiras.
“A demanda brasileira mantém uma trajetória de expansão,” disse Rocha.
Além disso, o perfil das compras também sofreu mudanças. Anteriormente, os brasileiros focavam principalmente no Bitcoin e em outras criptomoedas mais voláteis. Atualmente, as stablecoins são as grandes protagonistas, representando entre 90% e 95% da demanda observada pela autoridade monetária.
Preços vistos na Amazon em 09/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Esses ativos não são utilizados apenas como uma forma de investimento ou proteção cambial; muitos brasileiros também os utilizam para pagamentos, transferências internacionais e liquidações de diferentes tipos de transações. Essa mudança fez com que o Banco Central separasse em suas estatísticas os ativos com um emissor identificado daqueles que não têm.
A expectativa do Banco Central é que, em 2027, a instituição possa receber informações mais detalhadas das empresas reguladas, permitindo uma visão mais precisa sobre como os brasileiros estão utilizando seus criptoativos após a compra.
A partir de 1º de janeiro de 2027, as Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs) passarão a cumprir exigências prudenciais estabelecidas pelo Banco Central. Tal medida aproxima essas empresas do restante do Sistema Financeiro Nacional, aumentando as obrigações relacionadas a capital, riscos e governança.
O avanço no mercado de criptoativos ocorre em paralelo ao crescimento do setor de ativos do mundo real tokenizados, que encerrou o primeiro semestre com R$ 4,84 bilhões em emissões, um crescimento notável de 122% em relação ao mesmo período de 2025.
Com um ambiente de inovações e novas oportunidades, o mercado de criptoativos no Brasil demonstra sinais de maturidade, o que pode indicar um futuro promissor para o setor.
Fonte: Cointelegraph Brasil
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