A partir desta segunda-feira, 20 de julho, partidos políticos e federações iniciam um período crucial de convenções para a escolha dos candidatos que irão disputar as eleições de 2026. De acordo com o calendário eleitoral, as legendas têm até o dia 5 de agosto para realizar essas reuniões e definir também as coligações majoritárias.
Em uma análise sobre a importância deste momento, o cientista político Marcio Coimbra destacou que as convenções são essenciais para compreender a organização das chapas. Ele enfatizou que é nesta fase que as alianças se tornam visíveis ao público.
“As coligações para as eleições majoritárias devem aparecer nesse momento, então nós veremos quais serão os partidos que irão caminhar juntos e quem serão os seus candidatos”, afirmou Coimbra.
Embora a legislação permita a realização de convenções de forma virtual, a maioria dos partidos opta por encontros presenciais, que servem como atos de mobilização para atrair a atenção do eleitor e influenciar o desempenho nas pesquisas de opinião.
Coimbra também ressaltou que, no contexto político brasileiro, as convenções tendem a funcionar mais como uma formalização de decisões já tomadas pelas direções partidárias do que como um espaço de competição interna.
“No Brasil, as convenções já chegam com os nomes decididos e ali não há nenhuma disputa dentro do processo. A convenção se caracteriza mais por ser uma festa onde os candidatos falam e existe uma postura de liderança a ser transmitida”, avaliou o especialista.
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O cientista político acrescentou que o investimento na estrutura do evento pode impactar a imagem do candidato.
“Quanto maior a estrutura que o partido usar e quanto mais robusta ela parecer, isso pode ajudar o candidato a impulsionar um pouquinho nas pesquisas”, afirmou.
Confira as datas das convenções dos pré-candidatos:
- 25 de julho: Flávio Bolsonaro (PL), em São Paulo;
- 26 de julho: Ronaldo Caiado (PSD), em São Paulo;
- 27 de julho: Romeu Zema (Novo), em Brasília;
- 1º de agosto: Renan Santos (Missão), em São Paulo;
- 2 de agosto: Lula (PT), em São Paulo.
É importante destacar que a oficialização dos nomes nas convenções não permite o início imediato da propaganda eleitoral. Entre o término das convenções, em 5 de agosto, e o início oficial da campanha, em 16 de agosto, existe um intervalo jurídico necessário para o registro das candidaturas.
Coimbra classifica esse intervalo como um “período nebuloso”, pois o candidato escolhido ainda não possui todos os registros legais para atuar como candidato de direito.
“Até o dia 16 de agosto, teremos os candidatos de fato, mas não candidatos propriamente legalmente candidatos. Isso porque existe um prazo para o estabelecimento do CNPJ do candidato e das contas bancárias. Ele não pode pedir votos ou levantar dinheiro até essa data”, explicou.
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