Começa hoje (4/8/2026) o quinto encontro do Comitê de Política Monetária do BC, com apresentações técnicas sobre a economia e o mercado. A decisão sobre a taxa básica de juros sai na quarta, 5/8.
Começa HOJE, dia 4 de agosto de 2026, a quinta reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Durante dois dias, os membros do comitê discutirão as diretrizes para a Taxa Selic, com o anúncio da decisão previsto para o dia 5 de agosto.
O Copom se reúne a cada 45 dias, e no primeiro dia do encontro, são realizadas apresentações técnicas que abordam a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial, além do comportamento do mercado financeiro. Este processo é fundamental para que o comitê tome decisões informadas sobre a taxa de juros.
Na segunda-feira, dia 3 de agosto, o mercado financeiro ajustou suas expectativas para a Selic, reduzindo-a de 14% para 13,75% para o ano de 2026, conforme apontado pelo Boletim Focus. Essa foi a primeira revisão para baixo desde março, refletindo uma nova dinâmica nas expectativas financeiras.
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No segundo dia da reunião, os integrantes do comitê analisarão os cenários econômicos e tomarão a decisão final sobre o nível da taxa básica de juros. O cenário internacional, marcado por tensões entre Estados Unidos e Irã, tem gerado incertezas, especialmente no que diz respeito aos preços, incluindo combustíveis. Essa situação levou o Copom a adotar uma postura mais cautelosa em suas deliberações.
Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano, o menor nível registrado em 2026, após três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual nas reuniões de março, abril e junho. A expectativa de inflação também tem mostrado sinais de melhora, com os analistas reduzindo a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 5,12% para 5,03% para o ano.
É importante ressaltar que, apesar da redução nas expectativas de inflação, a projeção ainda supera o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, o limite superior é de 4,5%.
A Selic desempenha um papel crucial nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional e serve como referência para as demais taxas da economia. O Banco Central utiliza essa taxa como principal ferramenta para controlar a inflação. Quando a Selic é elevada, a intenção é conter a demanda aquecida, encarecendo o crédito e estimulando a poupança, o que pode ajudar a reduzir pressões sobre os preços. Em contrapartida, taxas mais altas podem dificultar a expansão econômica. Por outro lado, a redução da Selic tende a baratear o crédito, incentivando o consumo e os investimentos, o que pode estimular a atividade econômica.
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