A ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, destacou que tratar a defesa das mulheres como uma questão ideológica entre direita e esquerda é um erro. Ela, que está integrada à pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, fez essas declarações em uma entrevista no programa Jornal da Oeste, na terça-feira, 21.
Daniella enfatizou que o debate sobre a participação feminina na política deve se concentrar em resultados concretos, afirmando: “É muito mais a economia do que a ideologia”. Ela criticou o que chamou de “discurso hipócrita do PT”, que, segundo ela, não obteve sucesso na proteção das mulheres.
A defesa das mulheres envolve o fortalecimento da família e não deve ser tratada como uma bandeira ideológica.
Ela também argumentou que a base mais sólida que mães e mulheres possuem é a fé e a família, afirmando que o Estado não pode substituir a estrutura familiar. Filiada ao Republicanos, Daniella é uma das candidatas mais cotadas para ser vice-presidente na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro em 2026. Ao ser questionada sobre essa possibilidade, ela não confirmou suas pretensões eleitorais, mas reiterou que seu foco é contribuir com o projeto político.
Me sinto honrada por ter sido mencionada, nunca pensei sobre isso. Meu foco é ser uma agente de mudança.
Daniella também abordou o conceito de “economia do cuidado”, ressaltando que mais da metade dos lares brasileiros é chefiada por mães solo ou mulheres responsáveis pela renda da família. Apesar de terem conquistado maior independência financeira, essas mulheres continuam a arcar com a maior parte das responsabilidades domésticas e de cuidados com crianças e idosos.
Ela mencionou que esse trabalho não remunerado representaria cerca de 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) se fosse contabilizado economicamente. Para enfrentar essa realidade, Daniella defendeu políticas que aumentem a oferta de creches, fortaleçam a assistência aos idosos e ampliem o acesso das mulheres à internet, facilitando a qualificação profissional e a formalização como microempreendedoras.
No âmbito econômico, Daniella afirmou que um possível governo de Flávio Bolsonaro terá como prioridade reorganizar as contas públicas, mencionando que o Orçamento de 2027 é considerado por ela como uma “peça de ficção” e demandará ações imediatas. Ela também citou a necessidade de enviar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para reformular a governança fiscal, estabelecendo mecanismos de controle da dívida pública.
Adicionalmente, Daniella defendeu alterações nas regras do Bolsa Família para incentivar a inserção dos beneficiários no mercado de trabalho, propondo um período de transição de dois anos para aqueles que conseguirem um emprego ou abrir um negócio, permitindo que as famílias permaneçam temporariamente no programa.
Siga nossas redes e entre no nosso canal exclusivo de notícias.






