Relatórios obtidos via FOIA mostram mais de 400 registros de feridos entre 28/02 e 08/04/2026, com 17 casos em risco de morte. Há 18 mortos americanos; cada registro pode contar o mesmo militar mais de uma vez.
Recentes dados do Departamento de Defesa dos Estados Unidos mostram que o país contabiliza mais de 400 registros de ferimentos na fase inicial da guerra contra o Irã, que ocorreu entre 28 de fevereiro e 8 de abril de 2026. Até agora, o total de mortos americanos no conflito é de 18.
As informações detalhadas foram obtidas por meio da Lei de Liberdade de Informação (FOIA) e revelam que cada registro representa um incidente, permitindo que um mesmo militar seja contabilizado mais de uma vez. Dentre os feridos, pelo menos 17 foram classificados como com risco de vida.
O tipo de lesão mais comum registrada foi o trauma craniano, com pelo menos 170 casos. Especialistas em saúde militar alertam que a lesão cerebral traumática (TBI) pode se tornar a “ferida assinatura” desta guerra, assim como ocorreu nos conflitos no Iraque e no Afeganistão.
Além das lesões cranianas, outros ferimentos incluem estilhaços, fraturas e inalação de fumaça. A maioria das baixas ocorreu no Exército, que registrou mais de 270 feridos, incluindo reservistas e 64 oficiais. A Marinha teve 64 feridos, a Força Aérea 51 e o Corpo de Fuzileiros Navais 19.
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Os documentos também revelaram episódios de baixas em massa que não haviam sido tornados públicos pelo Comando Central dos EUA. Em 3 de março, foram registrados 29 casos relacionados a ataques inimigos, enquanto em 18 de março, 70 baixas foram registradas, das quais mais de duas dezenas foram atribuídas a ataques diretos.
Um dos episódios mais graves ocorreu em 1º de março, quando um ataque de drone iraniano ao Porto de Shuaiba, no Kuwait, resultou na morte de seis militares e ferimentos em dezenas, incluindo o general de brigada Clint Barnes e o major-general Brad Hinson, ambos com traumas na cabeça.
Os comunicados oficiais da época foram criticados por subestimar o impacto total dos eventos. Além disso, o banco de dados oficial do Pentágono (Defense Casualty Analysis System – DCAS) foi atualizado no fim de semana e confirma mais de 400 registros de feridos na fase denominada Operation Epic Fury. Com a nova categoria “Overseas Operations”, criada a partir de 7 de julho, o total chega a cerca de 624 registros de ferimentos e 18 mortos desde o início da guerra.
A separação das baixas em duas categorias oficiais gerou críticas de parlamentares e da imprensa, que questionam a transparência na contagem do custo humano do conflito. O Pentágono justificou as mudanças como ajustes técnicos e reclassificação de fases operacionais.
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