Em 25 de julho de 2026, a defesa de Daniel Silveira contestou parecer da PGR que se opõe à retirada do dispositivo. O advogado Michael Robert afirma que o vice-PGR Hindenburgo Filho se baseou em fatos antigos e que Silveira cumpriu decisões no último ano.
No dia 25 de julho de 2026, a defesa de Daniel Silveira apresentou uma contestação a um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) que se opõe à remoção da tornozeleira eletrônica usada pelo ex-deputado.
O advogado Michael Robert argumentou que a manifestação do vice-PGR, Hindenburgo Filho, se baseia em episódios antigos e não traz fatos recentes que justifiquem a manutenção da monitoração eletrônica. Robert destacou que Silveira tem cumprido as determinações judiciais nos últimos doze meses sem registrar novos descumprimentos.
“A continuidade da medida representaria uma restrição permanente, sem fundamento concreto e atual”, afirmou o advogado. Ele enfatizou que as medidas cautelares não devem ser mantidas de forma automática, nem fundamentadas apenas em eventos passados.
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“As premissas adotadas no parecer demonstram a necessidade de uma atualização técnica sobre a evolução da jurisprudência constitucional e infraconstitucional, recomendando-se uma reciclagem jurídica voltada aos temas de execução penal, proporcionalidade, razoabilidade e controle das restrições a direitos fundamentais.”
O pedido para a remoção da tornozeleira eletrônica já havia sido feito na semana anterior ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A defesa argumentou que Silveira cumpriu “rigorosamente” todas as medidas cautelares impostas a ele pelo STF e, portanto, não haveria mais necessidade do uso do equipamento de monitoração.
Essa situação coloca em evidência as discussões sobre a aplicação de medidas cautelares e a necessidade de elas serem revistas à luz de fatos atualizados. A defesa de Silveira continua a insistir que a manutenção da tornozeleira é uma restrição desnecessária ao seu direito de liberdade.
As questões envolvendo a justiça e as medidas cautelares têm gerado debates intensos, refletindo a complexidade do sistema jurídico e a importância de garantir que as restrições aos direitos fundamentais sejam sempre fundamentadas e atualizadas.

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