Estreia mostrou eventos antes apenas narrados por personagens. Muitos veem a peça como versão definitiva da Rebelião de Robert, mas nem tudo é cânone; George R. R. Martin ainda não confirmou.
Na última semana, a estreia de Game of Thrones: The Mad King ocorreu de forma tranquila, e muitos espectadores estavam ansiosos para conhecer os detalhes da nova narrativa. O espetáculo aborda eventos que, nos livros e na série, apenas ouvimos mencionar através de personagens que estavam presentes. Assim, muitos estão considerando a peça como a versão definitiva dos acontecimentos que levaram à Rebelião de Robert e à guerra que se seguiu.
Entretanto, é importante destacar que nem tudo apresentado na peça deve ser visto como parte do cânone oficial. Embora George R. R. Martin ainda não tenha comentado sobre a peça e as decisões criativas tomadas, uma explicação foi fornecida pela equipe do site de fãs Westeros.org, que já colaborou com Martin em projetos anteriores.
A equipe de Westeros.org, bem familiarizada com a obra de Martin, esclarece que, em muitos casos, os livros são considerados canônicos. No entanto, a situação é mais complexa com The Mad King, uma vez que não há material fonte direto, exceto pelas menções feitas por personagens sobre eventos passados. Isso deu ao dramaturgo, Duncan Macmillan, uma grande liberdade criativa.
Apesar disso, Martin consultou-se sobre a produção da peça, o que levanta a questão: isso deve ser visto como uma aprovação de sua parte? Segundo o blog, “nossa expectativa é que a peça contenha respostas para algumas das grandes questões em torno de Harrenhal — perguntas que os leitores debatem há muitos anos — e que pelo menos algumas dessas respostas (mas não necessariamente todas!) derivem diretamente da concepção de George sobre a história.”
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Isso sugere que as revelações principais da peça são provavelmente precisas. No entanto, muitos outros aspectos podem ter sido criados apenas para aprimorar a narrativa. O blog menciona especificamente que as motivações e relações dos personagens poderiam ser fluidas e inventadas para melhor atender ao público, em vez de refletirem o cânone de Martin.
Assim, algumas caracterizações controversas — como Rhaella aparentemente prenunciando a “Rainha Louca Dany” ou Elia permitindo o relacionamento entre Lyanna e Rhaegar — podem ser invenções da peça, e não a intenção original de Martin. A conclusão do post é clara: “Game of Thrones: The Mad King não é canônico como um todo, mas algumas partes dele são, e outras não.”
Por fim, a discussão sobre esses detalhes provavelmente será resolvida quando os livros forem finalizados. Alguns membros da comunidade ainda hesitam em se referir a Jon como filho de Rhaegar e Lyanna até que essa teoria seja confirmada nos livros, mesmo com duas adaptações afirmando isso.
Fonte: The Gamer – Games
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