No dia 30 de julho de 2026, o dólar à vista caiu para R$ 5,061, recuo de 0,93%, influenciado pelo enfraquecimento da moeda no exterior e forte entrada de capital estrangeiro. O Ibovespa avançou cerca de 2%.
O dólar encerrou a quinta-feira, dia 30 de julho de 2026, no menor valor em quase dois meses, refletindo o enfraquecimento da moeda estadunidense no mercado internacional e a crescente entrada de capital estrangeiro.
A bolsa brasileira também apresentou um desempenho positivo, com uma alta de cerca de 2%. O setor de petróleo viu uma queda nos preços, pois os investidores começaram a reduzir o prêmio de risco relacionado às tensões no Oriente Médio.
A cotação do dólar à vista foi de R$ 5,061, com uma diminuição de 0,93%. O Índice Bovespa (Ibovespa) fechou em 177.158 pontos, com uma valorização de 1,88%, enquanto o petróleo Brent e WTI recuaram para US$ 86,88 e US$ 83,59, respectivamente.
O recuo do dólar foi impulsionado por dados econômicos dos Estados Unidos, onde o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) subiu apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa de 0,2%. Esse resultado sugere que o Federal Reserve pode adotar uma postura menos rigorosa em relação à taxa de juros nos próximos meses.
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Quando há uma expectativa de juros estáveis nos Estados Unidos, o dólar tende a perder força no mercado internacional.
A demanda por ativos brasileiros, especialmente ações de grandes empresas, também contribuiu para a valorização do real, com uma percepção de maior entrada de investidores estrangeiros no mercado local.
No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, caiu 0,93%, em grande parte devido à valorização do iene japonês.
Com um ambiente externo mais favorável, o Ibovespa conseguiu se recuperar, recuperando as perdas que ocorreram após a decisão de política monetária do Federal Reserve. O movimento foi acompanhado por ganhos nas bolsas internacionais, com o Dow Jones subindo 1,19%, o S&P 500 aumentando 1,67% e o Nasdaq registrando uma valorização de 2,78%.
Além disso, a expectativa de uma redução na taxa Selic nos próximos meses, devido a indicadores recentes de inflação mais controlados, também beneficiou o mercado brasileiro.
Por fim, os preços do petróleo fecharam em queda após uma leve alta anterior, com o barril do tipo Brent caindo 1,37% e o WTI recuando 1,03%. O mercado monitorou de perto as negociações no Estreito de Ormuz e a próxima reunião da Opep+, marcada para este domingo, onde novos níveis de produção podem ser discutidos.
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