Na próxima quarta-feira, 12, um eclipse solar fará a sua passagem e colocará mais de 15 milhões de pessoas na faixa de totalidade. Aproximadamente 980 milhões verão o evento parcialmente; o Brasil não verá a totalidade.
Na próxima quarta-feira, dia 12, ocorrerá um dos eclipses solares mais notáveis da década. Mais de 15 milhões de pessoas estarão na faixa de totalidade, enquanto aproximadamente 980 milhões poderão observar o fenômeno de forma parcial. Contudo, o Brasil não estará entre os locais que terão a oportunidade de ver esse espetáculo astronômico de forma total.
Antes de explorarmos os detalhes do evento, é importante entender o que é um eclipse solar. Este fenômeno ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, criando uma sombra que bloqueia total ou parcialmente a luz solar em determinadas áreas do planeta.
Os eclipses solares são classificados em três tipos principais: parcial, anular e total. Existe também um quarto tipo, mais raro, chamado híbrido, que combina características dos outros três, como o que foi visto em abril de 2023.
O próximo eclipse será visível em sua totalidade em locais como o Ártico, Groenlândia, Islândia, norte da Espanha e uma pequena parte de Portugal. A fase parcial, por sua vez, poderá ser observada em todo o restante da Europa, no norte da África e no leste da América do Norte. Infelizmente, isso significa que o Brasil não será palco deste evento astronômico.
De acordo com informações da plataforma Time and Date, o eclipse terá início às 12h34 (horário de Brasília), em um ponto remoto do Oceano Ártico, ao norte da Sibéria, onde a penumbra da Lua tocará a Terra pela primeira vez. O espetáculo se encerrará pouco mais de quatro horas e 20 minutos depois, às 16h55, em uma área do Mar Mediterrâneo, a oeste da Itália.
O momento mais impressionante do eclipse ocorrerá próximo à costa oeste da Islândia, onde a totalidade poderá durar até dois minutos e 18 segundos. Já na Espanha, que não registra um eclipse solar total em seu território continental há mais de um século, a escuridão completa terá uma duração mais curta, em torno de um minuto.
Além disso, o evento coincidirá com o pico da chuva de meteoros Perseidas. Essa rara combinação despertou o interesse de observadores e pesquisadores, que aproveitarão os poucos minutos de escuridão para estudar a atmosfera terrestre e a coroa solar, a camada mais externa do Sol, enquanto esperam capturar algumas “estrelas cadentes”, como são popularmente chamados os meteoros.


Fonte: Olhar Digital
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