Os Estados Unidos concluíram, às 23h15 (horário de Brasília) do dia 13, uma nova onda de ataques direcionados a alvos militares no Irã. A informação foi divulgada pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), que destacou que essa operação foi parte de uma série de ofensivas que se estenderam por três noites consecutivas, todas ordenadas pelo presidente Donald Trump.
A missão, que teve duração de aproximadamente cinco horas, focou em alvos militares localizados em diversas regiões, incluindo Bushehr, Chah Bahar, Jask, Konarak, Abu Musa e Bandar Abbas. As forças norte-americanas empregaram munitões de precisão, com a intenção de atingir sistemas costeiros de defesa, instalações de mísseis, drones e capacidades marítimas iranianas.
“A operação teve como objetivo degradar ainda mais a capacidade do Irã de atacar o transporte comercial”, afirmou o comando em comunicado oficial.
Além disso, o Centcom informou que os ataques visam continuar impondo um custo elevado às forças iranianas, ao mesmo tempo que se busca degradar sua capacidade de atacar civis inocentes e o transporte comercial no Estreito de Ormuz.
A nova ofensiva dos EUA ocorre em um contexto de aumento das hostilidades entre Washington e Teerã. Na mesma data, os Estados Unidos anunciaram a reativação do bloqueio naval contra embarcações que entrem ou saiam de portos iranianos, medida que passará a valer às 17h (horário de Brasília) do dia 14.
O governo norte-americano também assegurou que continuará a garantir a navegação para embarcações que não estejam sujeitas ao bloqueio, orientando os navegantes a acompanharem os avisos oficiais ao operar nas áreas do Golfo de Omã e nas proximidades do Estreito de Ormuz.
Adicionalmente, o presidente Trump anunciou a implementação de uma taxa de 20% sobre todas as cargas transportadas pelo Estreito de Ormuz. Em sua publicação na Truth Social, Trump declarou que os EUA serão conhecidos como o “Guardião de Ormuz”, afirmando que o Estreito de Ormuz permanecerá aberto, independentemente da situação com o Irã.
Atualmente, mais de 50 mil militares norte-americanos estão mobilizados no Oriente Médio, com o comando informando que as forças dos EUA “permanecem vigilantes, letais e prontas” para quaisquer situações que possam surgir.
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