Na madrugada desta quinta-feira, 16 de julho de 2026, os Estados Unidos ampliaram seus ataques contra o Irã, atingindo pela primeira vez regiões próximas à capital, Teerã. Essa ação marca uma nova escalada no conflito entre as duas nações e eleva as tensões na região.
Os bombardeios americanos foram direcionados a áreas nos arredores de Teerã e na província de Semnan, onde se localizam instalações de produção de mísseis balísticos e do programa espacial iraniano. Além disso, houve ataques em várias outras províncias, incluindo Hamedan, Hormozgan, Khuzistão, Lorestão, Markazi e Sistão-Baluchistão.
Após os ataques, o Irã respondeu com mísseis e drones contra países do Oriente Médio que abrigam forças americanas, aumentando o risco de um conflito regional mais amplo. De acordo com a imprensa estatal iraniana, os bombardeios americanos resultaram em mais de 35 mortos e cerca de 300 feridos desde o início dessa nova fase do conflito.
“Toda a infraestrutura da região será destruída sob os golpes de aço das poderosas forças armadas da República Islâmica do Irã”, afirmou o coronel Ebrahim Zolfaghari, porta-voz das Forças Armadas iranianas.
Além dos ataques aéreos, os militares americanos dispararam contra o petroleiro Belma, que estava navegando em direção à Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã. As Forças Armadas dos EUA informaram que a embarcação ignorou avisos para interromper sua navegação e foi atingida por um míssil, resultando em danos significativos.
A nova onda de ataques segue o fracasso de um acordo provisório que buscava conter os confrontos entre Washington e Teerã. Desde então, ambas as potências têm trocado ataques em várias partes do Oriente Médio. O Irã, por sua vez, renovou as ameaças de restringir o tráfego no Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o transporte global de petróleo.
“Em hipótese alguma permitiremos que os Estados Unidos, como país estrangeiro e extrarregional, interfiram no Estreito de Ormuz. Esta é a linha vermelha intransponível do Irã”, declarou Zolfaghari.
Na véspera, os Estados Unidos já tinham intensificado suas operações, realizando ataques durante o dia, incluindo um bombardeio contra instalações militares na Ilha de Tunb, ponto estratégico no Estreito de Ormuz. Outro alvo foi um quartel da 388ª Brigada de Infantaria Mecanizada do Irã, resultando na morte de pelo menos sete militares e vários feridos.
Além disso, o primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, condenou um ataque com drones contra a cidade de Erbil, no Curdistão iraquiano, que foi interceptado pelas forças de segurança locais, durante sua visita aos Estados Unidos, onde anunciou planos para desarmar grupos armados não estatais.
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