O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo, 19, que não utilizará a equipe de segurança da Polícia Federal (PF) que foi disponibilizada aos candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral. Em uma publicação em suas redes sociais, o parlamentar expressou sua desconfiança em relação à atual direção da corporação e manifestou temores sobre a presença de ‘infiltrados’ em sua campanha.
“Não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha”, escreveu Flávio, referindo-se ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que foi nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além de recusar a segurança, Flávio Bolsonaro solicitou que, com a oficialização de sua candidatura, os policiais que poderiam compor sua equipe de segurança fossem realocados para investigações relacionadas a fraudes que afetam aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Peço que os servidores da PF que estariam à minha disposição sejam destinados, imediatamente, para a investigação do roubo dos aposentados do INSS”, afirmou. “Se a desculpa oficial do chefe da PF para não investigar Lulinha — acusado de receber mensalinho do Careca do INSS — foi a falta de efetivo, quero dar a minha contribuição para que o dinheiro roubado no governo Lula seja devolvido aos aposentados.”
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O senador também reiterou sua demanda por investigações envolvendo Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Para aumentar sua segurança em compromissos públicos, Flávio Bolsonaro tem circulado com seguranças particulares e, em algumas ocasiões, tem utilizado colete à prova de balas.
Enquanto isso, a Polícia Federal começou nesta segunda-feira, 20, uma operação destinada à proteção dos candidatos à Presidência nas eleições de 2026. O planejamento da PF inclui a mobilização de até 458 servidores, além de veículos blindados, equipamentos antidrone e kits de vistoria antibomba.
O orçamento estimado para essa operação é de R$ 95 milhões. Segundo a corporação, a estrutura foi projetada para atender simultaneamente até dez candidaturas presidenciais, com a proteção podendo ser acionada mediante solicitação formal das campanhas, após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias.
As convenções começam hoje, 20 de julho, e o prazo para registro das candidaturas se estende até 15 de agosto. A PF informou que as equipes especializadas estarão em todos os Estados e acompanharão permanentemente as agendas dos candidatos, adotando critérios técnicos para a definição do efetivo e recursos conforme a avaliação do nível de risco.

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