O senador Flávio Bolsonaro se inscreveu nesta segunda-feira, 22, para depor na Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos. Ele busca expressar sua oposição à proposta norte-americana de implementar um imposto de 25% sobre as mercadorias importadas do Brasil. Este debate oficial ocorrerá no dia 6 de julho em Washington, motivado por uma investigação sobre supostas práticas comerciais desleais no mercado brasileiro.
A proposta de taxa foi recomendada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos no início de junho, com a alegação de que visa coibir atos comerciais considerados abusivos. O foco da punição recai especialmente sobre o sistema de pagamentos Pix, que o órgão norte-americano classificou como uma forma de concorrência desleal. Essa decisão foi divulgada logo após Flávio concluir uma viagem oficial aos EUA, onde teve uma reunião com o ex-presidente Donald Trump.
Em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro criticou a postura do governo federal em relação ao potencial de sanções estrangeiras. Ele afirmou:
“Vou fazer a minha parte para evitar que empresas brasileiras sejam ainda mais taxadas do que já são com o governo Lula.”
O pré-candidato à Presidência também acrescentou:
Preços vistos na Amazon em 13/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
“Como era de se esperar, Lula não move uma palha para evitar que elas sejam tarifadas. E a razão é muito simples: ele acredita que isso pode beneficiá-lo nas urnas em outubro, mesmo que isso custe quebrar as empresas brasileiras.”
O documento de inscrição enviado às autoridades norte-americanas enfatiza a argumentação política de que o imposto pode ter efeitos contrários ao que é pretendido pelos técnicos dos EUA. Flávio argumenta que a oposição ao governo federal será a principal afetada economicamente se as taxas forem implementadas. Ele defende que a solução deve ser baseada em acordos conversados, visando preservar a parceria comercial de mais de oitenta anos entre Brasil e Estados Unidos.
Além disso, os advogados do senador formalizaram uma petição em Washington, expressando total oposição a qualquer represália contra o sistema bancário brasileiro de transferências instantâneas, destacando que a testemunha pretende falar em nome dos compradores e fabricantes de ambas as nações.
O dia 22 de junho também marcou o encerramento do prazo estabelecido pelas autoridades dos EUA para que cidadãos e representantes de entidades se inscrevessem na audiência pública. Em um gesto de apoio, Donald Trump compartilhou fotos ao lado do senador brasileiro poucas horas após a proposta de barreira alfandegária ser sugerida.
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