O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, utilizou suas redes sociais para expressar sua indignação em relação ao regime da Nicarágua, que ele classificou como uma “ditadura assumida”.
As críticas de Flávio se concentraram nas recentes declarações do líder nicaraguense, Daniel Ortega, que anunciou o cancelamento das eleições previstas para novembro de 2027. Desde 2007, Ortega exerce o poder na Nicarágua quase ininterruptamente, tendo governado anteriormente entre 1979 e 1990, em um período marcado pela Revolução Sandinista.
“Isso não é um governo, é o sequestro de um país. Agora, a Nicarágua é uma ditadura assumida”, escreveu Flávio em sua conta oficial no X (antigo Twitter), nesta terça-feira, 21.
Flávio também fez referência à relação histórica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Daniel Ortega. Lula, que já expressou apoio a Ortega e a outros líderes autoritários da região, como Hugo Chávez e Nicolás Maduro, recentemente rompeu laços com o ditador nicaraguense.
Em sua postagem, Flávio compartilhou um vídeo que retrata momentos em que Lula demonstrou apoio ao regime da Nicarágua, incluindo declarações do presidente que minimizavam a falta de liberdade no país.
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Na mesma linha, Carlos Bolsonaro, ex-vereador e pré-candidato ao Senado, também se manifestou nas redes sociais, criticando o posicionamento de Ortega e fazendo alucionações à esquerda brasileira que, segundo ele, historicamente apoiou regimes autoritários.
“Democratize-se ou será calado em nome da defesa da democracia!”, escreveu Carlos no X, manifestando sua posição sobre a necessidade de um diálogo democrático.
Carlos também compartilhou uma reportagem de 2021, na qual Lula minimizava as críticas à ditadura na Nicarágua, questionando a desigualdade nas reações internacionais em relação a líderes autoritários.
O cenário político na Nicarágua e a relação de Lula com Ortega continuam a gerar debates acalorados no Brasil, refletindo tensões sobre questões de democracia e autoritarismo na América Latina.
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