A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, do Progressistas, tomou a decisão de contratar uma empresa privada para auditar a folha de pagamento do funcionalismo público. Esta iniciativa surge como uma resposta às preocupações sobre irregularidades em descontos de salários e benefícios de trabalhadores, tanto ativos quanto aposentados. A Secretaria de Economia do governo será responsável por coordenar essa verificação, que também resultará na abertura de um Processo Administrativo Disciplinar para responsabilizar eventuais culpados.
A decisão de Celina Leão aconteceu poucos dias após o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios ter deflagrado a Operação Juros Zero. Esta investigação se concentra em um esquema de fraudes que impacta diretamente a Secretaria de Economia, além de envolver o Instituto de Previdência dos Servidores, o Banco de Brasília, a BRB Serviços e o aplicativo bancário PicPay. Em resposta a essa situação, a governadora acionou a Procuradoria-Geral do DF com o objetivo de reaver os valores confiscados.
“Os vencimentos, aposentadorias e pensões dos trabalhadores do governo são sagrados”, afirmou a governadora em suas redes sociais.
De acordo com informações do Tribunal de Contas do Distrito Federal, o PicPay reteve um total de R$ 81,7 milhões dos servidores entre os anos de 2024 e 2025. A fintech, que pertence aos irmãos Batista, da JBS, aplicou cobranças indevidas por um serviço de antecipação salarial. O banco digital atua com desconto automático na folha de pagamento através de um contrato firmado com o governo local em setembro de 2024.
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Os conselheiros do Tribunal de Contas observaram um aumento significativo nos descontos realizados pelo banco eletrônico nas contas dos funcionários. O montante retido cresceu de R$ 11,7 milhões em 2024 para impressionantes R$ 70 milhões entre janeiro e agosto de 2025. Devido à aplicação ilegal de juros sobre o adiantamento de salário, a Corte de Contas suspendeu novas cobranças automáticas em fevereiro.
A parceria do PicPay com a administração pública está sendo analisada, uma vez que a empresa opera desde 2024 como a única autorizada a fazer a coleta direta e obrigatória na folha de pagamento do funcionalismo do Distrito Federal. O gerenciamento do dinheiro dos servidores acontece através de um sistema controlado pela BRB Serviços, uma subsidiária do Banco de Brasília.
O Palácio do Buriti está aguardando o resultado da auditoria externa para decidir se irá romper o contrato de exclusividade atualmente mantido com a instituição financeira dos donos da JBS.
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