A caçada por passagens baratas ficou mais difícil: companhias usam algoritmos para ajustar tarifas em tempo real. Sistemas de IA, já adotados por empresas como a Delta, substituem analistas humanos e reduzem promoções.
Encontrar uma passagem aérea com um preço irresistível após horas de pesquisa na internet sempre foi uma sensação gratificante. Contudo, essa vantagem está se dissipando à medida que a inteligência artificial (IA) assume um papel central na determinação das tarifas.
Com o passar dos anos, muitos benefícios, como a franquia gratuita de bagagem despachada, foram eliminados, e agora, as grandes promoções de passagens estão se tornando menos comuns. Companhias aéreas, como a Delta, já implementaram sistemas de IA para otimizar a definição de preços, substituindo analistas humanos que usavam métodos tradicionais.
Em vez de reajustes fixos, como aumentar as tarifas em 20% quando apenas um quarto dos assentos está ocupado, as empresas aéreas agora se utilizam de plataformas criadas por startups especializadas. Essas ferramentas são capazes de analisar uma infinidade de variáveis, ajustando tanto os preços quanto as estratégias de ocupação das aeronaves em tempo real.
Preços vistos na Amazon em 13/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
A tecnologia possibilita a precificação mais precisa de cada assento, o que diminui as diferenças de preço que os viajantes costumavam explorar. Startups como a israelense Fetcherr exemplificam essa inovação, considerando fatores como variações no preço do petróleo, mudanças na concorrência, cancelamentos de voos e flutuações na demanda para recalcular, em tempo real, o valor das passagens globalmente.
Outra empresa que implementa um modelo similar é a Volantio, baseada em Atlanta (EUA). Sua plataforma de IA visa aumentar a receita das companhias aéreas mesmo após a venda das passagens. Quando detecta alta demanda para um voo, oferece aos passageiros com planos flexíveis a opção de trocar para voos menos concorridos, proporcionando benefícios como upgrades de assento.
Para os consumidores, a crescente adoção dessas tecnologias pode resultar em efeitos mistos. De acordo com analistas, a tendência é que as passagens se tornem mais caras, especialmente em rotas populares, tornando mais difícil encontrar tarifas baixas. No entanto, ainda existem oportunidades de economia. Passageiros que podem viajar em períodos de menor demanda e aqueles que conseguem reservar voos com antecedência podem se beneficiar dessa nova abordagem de precificação. Para todos os outros, a estratégia principal continua sendo adquirir passagens o quanto antes.

Fonte: Olhar Digital
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