Cerca de 270 mil moradores deixaram suas casas por chamas que atingem Bordeaux e arredores de Madri. No oeste de Madri, dois incêndios se fundiram e consumiram cerca de 25.000 hectares entre Madri e Ávila.
A Espanha e a França enfrentam uma grave crise devido a incêndios florestais que já deslocaram quase 270.000 pessoas. As chamas, que afetam a famosa região vinícola e turística de Bordeaux, bem como áreas próximas a Madri, representam um dos maiores desafios enfrentados por ambas as nações neste sábado, 25 de julho de 2026.
Na sexta-feira, dois incêndios distintos se fundiram na região oeste de Madri, resultando em um incêndio de grandes proporções que se aproximou de outro foco na região de Castela e Leão. As chamas consumiram cerca de 25.000 hectares entre Madri e a província adjacente de Ávila, forçando aproximadamente 70.000 pessoas a abandonarem suas residências. Autoridades locais classificaram esse incêndio como o “pior da história” na região.
“Nunca vivi nada parecido”, declarou Ecologio Cabrera, um aposentado de 86 anos que foi retirado de sua casa em Aldea del Fresno, a cerca de cinquenta quilômetros de Madri.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visitou uma das áreas afetadas e enfatizou que a “prioridade” é “preservar vidas”. Ele também mencionou que a situação “continua complexa”, pois, embora as temperaturas tenham caído, as condições climáticas ainda são incertas.
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Até o momento, não foram registradas vítimas, mas o governo regional de Madri relatou que mais de 2.000 pessoas estão sendo atendidas em 14 centros de emergência. Mar Nicolás, prefeita da cidade de Brunete, comentou sobre a situação, afirmando que, embora haja incêndios todos os verões, este é particularmente significativo.
Na França, a situação é igualmente alarmante. O presidente Emmanuel Macron solicitou a ajuda dos militares para combater os incêndios que ameaçam a cidade de Bordeaux e suas prestigiadas vinícolas. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou que 167.000 pessoas foram evacuadas no departamento de Gironde, além de cerca de 30.000 na região de Landes.
“Não sei quanto tempo isso vai durar. Não sei em que estado está minha casa, se ela foi consumida pelo fogo”, disse Maria Lalanne, uma moradora de 90 anos, visivelmente atordoada após ser evacuada durante a noite.
Tragicamente, dois bombeiros perderam a vida na terça-feira enquanto combatiam um incêndio perto do aeroporto de Bordeaux. Embora não tenham sido relatadas outras vítimas na França, cerca de 40 dos 1.000 profissionais que trabalham no combate às chamas em Cap Ferret sofreram ferimentos.
A França e a Espanha solicitaram apoio da União Europeia para enfrentar a situação. A Comissão Europeia já enviou quatro aeronaves para a Espanha e três para a França, enquanto o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, anunciou o envio de 1.000 militares para auxiliar no combate aos incêndios e prometeu 1,5 milhão de máscaras de proteção contra a fumaça.
Esses incêndios são atribuídos a uma série de fatores, incluindo a maior inflamabilidade das florestas, exacerbada por uma seca prolongada e ondas de calor excepcionais que têm atingido a Europa desde junho.
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