Oferta ampliada rendeu US$ 20 bilhões para financiar a expansão da produção por contrato. O preço foi fixado em US$ 95 por ação, um desconto de 2,6%, e a forte demanda levou a elevar a meta inicial de US$ 15 bilhões.
A Intel levantou impressionantes US$ 20 bilhões em uma oferta de ações ampliada, realizada nesta terça-feira, visando financiar a expansão de seu negócio de fabricação de chips por contrato. Este movimento surge em um momento em que a empresa busca recuperar sua posição de destaque na indústria global de semicondutores, desafiando líderes de mercado como a TSMC.
Com um preço fixado em US$ 95 por ação, a oferta representou um desconto de 2,6% em relação ao fechamento do dia anterior. Inicialmente, a Intel tinha como meta arrecadar US$ 15 bilhões, mas a demanda pelo aumento do volume da oferta foi divulgada pela Bloomberg, sinalizando um grande interesse do mercado.
Embora as ações da Intel tenham enfrentado uma queda de mais de 4% na segunda-feira, é importante notar que, neste ano, as ações quase triplicaram seu valor, superando os concorrentes AMD e Nvidia, além de acompanhar um aumento de quase 75% no índice de chips da Filadélfia.
Analistas do setor acreditam que a alta no preço das ações da Intel elevou as chances de conseguir captar recursos necessários para impulsionar seus planos de expansão. O crescimento na demanda por unidades centrais de processamento (CPUs), impulsionado pelo avanço de tecnologias de inteligência artificial, levou a fabricante a aumentar sua previsão de gastos de capital para este ano de US$ 18 bilhões para US$ 20 bilhões.
Além disso, a Intel reafirmou seu compromisso com a produção em grande volume de chips utilizando seu processo de fabricação 14A até 2028. A empresa havia alertado anteriormente que essa tecnologia poderia ser arquivada na ausência de um cliente significativo. Recentemente, sua unidade de fundição conquistou a Tesla como cliente para o processo 14A, e há otimismo quanto à possibilidade de um acordo com a Apple, conforme mencionado pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, embora nenhuma confirmação oficial tenha sido feita por ambas as partes.

Fonte: InfoMoney – Mercado
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