The New York Times informou nesta quinta (23/07/2026) que fontes iranianas e iraquianas confirmaram a recusa de Teerã à proposta americana. Autoridades dizem que qualquer negociação futura deve abordar o Estreito de Ormuz.
O governo do Irã tomou a decisão de recusar uma proposta de cessar-fogo que foi apresentada pelos Estados Unidos, com a mediação do primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi. Essa informação foi divulgada nesta quinta-feira, 23 de julho de 2026, pelo jornal The New York Times, que cita fontes dos governos iraniano e iraquiano.
Conforme relatado, Teerã não demonstrou interesse em um entendimento temporário. Autoridades iranianas, em conversas com o jornal, afirmaram que qualquer negociação futura precisaria abordar a questão do Estreito de Ormuz, um dos corredores mais importantes para o transporte mundial de petróleo. Os termos propostos pelo governo americano não foram detalhados nas informações disponíveis.
A iniciativa diplomática surgiu após a visita de Al-Zaidi à Casa Branca, onde se reuniu com o presidente Donald Trump. Em seguida, o primeiro-ministro iraquiano se dirigiu a Teerã, onde teve conversas com diversas autoridades iranianas, incluindo o presidente Masoud Pezeshkian, o general Mohammad Bagher Ghalibaf, que é considerado o principal negociador iraniano, e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.
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Em uma entrevista para a televisão estatal iraniana, Araghchi confirmou que o primeiro-ministro iraquiano compartilhou sua avaliação sobre os encontros realizados em Washington. No entanto, o chanceler minimizou a importância da mediação, ressaltando que a comunicação entre Irã e Estados Unidos pode ocorrer sem a intervenção de novos intermediários, visto que ambos os lados possuem canais diretos para transmitir mensagens.
Enquanto as negociações continuam sem progresso, autoridades iranianas expressaram preocupação de que o conflito possa se intensificar caso Trump leve adiante suas ameaças de atacar Teerã e outras infraestruturas estratégicas do país. Fontes ligadas ao governo afirmaram que, nesse caso, o Irã poderia ampliar sua resposta militar, o que incluiria ataques contra Tel Aviv e ações de grupos houthis para tentar interromper a navegação no estreito de Bab al-Mandab, uma rota marítima crucial no Mar Vermelho.
Nesta quinta-feira, os Estados Unidos realizaram a 13ª noite consecutiva de bombardeios contra o Irã desde que o cessar-fogo, anteriormente firmado entre os dois países, foi interrompido em junho. As últimas semanas têm sido marcadas por ataques americanos a bases militares e estruturas de transporte iranianas, enquanto Teerã tem respondido com mísseis balísticos e drones direcionados a posições militares dos EUA no Oriente Médio.
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