A candidata de direita Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1938-2024), está cada vez mais próxima de conquistar a vitória nas eleições peruanas. Na manhã de hoje, 24 de junho de 2026, a líder conservadora assegurou uma vantagem matematicamente insuperável sobre o esquerdista Roberto Sánchez, seu oponente no segundo turno do pleito.
Pouco após as 2 horas desta quarta-feira (horário de Brasília), Keiko apresentava 9.206.241 votos, o que correspondia a 50,1% do total, segundo a apuração oficial. Por sua vez, Sánchez acumulava 9.162.855 votos, ou 49,82%.
Com apenas cerca de 40 mil votos restantes para serem contabilizados, a apuração revelou que 99,859% das urnas já haviam sido apuradas. Mesmo que o candidato de esquerda consiga todos os votos que faltam, não será possível superá-la.
“Acreditamos que houve manipulação da votação. Não reconheceremos o governo de Fujimori”, afirmou Sánchez.
O candidato do partido Juntos pelo Peru, Roberto Sánchez, declarou na terça-feira, 23, que não reconhecerá o resultado eleitoral caso a vitória de Keiko Fujimori se confirme. Em uma coletiva de imprensa, sem apresentar evidências concretas, ele alegou que “há uma fraude em curso” nas eleições peruanas e pediu uma nova contabilização dos votos, convocando seus apoiadores a protestarem nas ruas.
Sánchez, que chegou a liderar a apuração nos primeiros dias, foi ultrapassado por Keiko, especialmente devido aos votos provenientes de peruanos que residem no exterior, que foram cruciais para a virada da candidata de direita.
Além disso, a situação no Congresso também se delineia. O Juntos pelo Peru, a legenda de Sánchez, conquistou o segundo maior número de assentos na Câmara dos Deputados, totalizando 32 das 130 cadeiras, além de 14 dos 60 postos no Senado. Enquanto isso, o Força Popular, partido de Keiko, terá a maior bancada, com 41 vagas na Câmara e 22 no Senado.
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