Faleceu em 26 de julho de 2026, aos 95 anos, o ministro aposentado que marcou o STF com decisões influentes. Ele integrou a Corte entre novembro de 1984 e outubro de 2000, e presidiu o tribunal em 1993.
No dia 26 de julho de 2026, o Brasil perdeu um de seus destacados juristas, o ministro aposentado Octávio Gallotti, que faleceu aos 95 anos. Sua trajetória no mundo jurídico é marcada por importantes contribuições e por um legado que perdura até os dias atuais.
Octávio Gallotti foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo então presidente João Figueiredo, em um momento crucial, quando se abriu uma vaga com a aposentadoria do ministro Pedro Soares Muñoz. Sua atuação no tribunal se estendeu de novembro de 1984 até outubro de 2000, período em que ele exerceu a Presidência do STF entre 1993 e 1995, além de ter atuado interinamente em duas outras ocasiões.
Nascido no Rio de Janeiro em outubro de 1930, Gallotti começou sua carreira acadêmica ao se formar em Direito pela Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua vida pública teve início como assistente do procurador-geral da República Plínio Travassos, onde demonstrou habilidade e dedicação, sendo promovido a procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas e, posteriormente, a procurador-geral.
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Em 1973, foi nomeado para o Tribunal de Contas da União (TCU) pelo presidente Emílio Garrastazu Médici, e no ano seguinte, assumiu a presidência da Corte de Contas, onde permaneceu até sua nomeação para o STF. Além disso, Gallotti também fez parte do Tribunal Superior Eleitoral, ocupando a presidência em 1991, contribuindo significativamente para a justiça eleitoral no país.
Octávio Gallotti se aposentou compulsoriamente do Supremo em outubro de 2000, ao completar 70 anos, que era a idade-limite vigente na época. Ele deixa um legado importante não apenas na esfera do direito, mas também como pai da ministra Isabel Gallotti, que atua no Superior Tribunal de Justiça, perpetuando a tradição familiar no serviço público.
Seu falecimento representa uma grande perda para o cenário jurídico brasileiro, e suas contribuições serão sempre lembradas.

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