Ex-presidente do STF e jurista influente, Octavio Gallotti deixa legado no Direito brasileiro. Pai da ministra do STJ Maria Isabel Diniz Gallotti Rodrigues, nasceu no Rio de Janeiro em 1930.
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Octavio Gallotti, faleceu neste domingo (26) aos 95 anos. Ele deixa um legado significativo no cenário jurídico brasileiro. Casado com Iára Chateaubriand Pereira Diniz Gallotti, teve dois filhos: Luiz Gallotti Neto e a ministra Maria Isabel Diniz Gallotti Rodrigues, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Luiz Octavio Pires e Alburquerque Gallotti nasceu em 27 de outubro de 1930, no Rio de Janeiro. Proveniente de uma família com forte tradição no direito, seu pai, Luiz Gallotti, também foi presidente do STF, e seu avô materno, Antônio Pires e Albuquerque, integrou a Corte. Essa herança familiar certamente influenciou sua trajetória profissional.
Em 1953, Octavio concluiu o curso de direito pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, que hoje é a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante a graduação, ele estagiou no Ministério Público do Distrito Federal, o que foi um passo inicial em sua carreira promissora.
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Após a formatura, Gallotti começou como assistente do Procurador-Geral da República. Em 1956, alcançou o cargo de procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas. Sua ascensão na carreira continuou, e em 1966 ele foi nomeado procurador-geral.
No dia 19 de junho de 1973, Octavio Gallotti foi empossado como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Apenas oito dias depois, ele foi eleito vice-presidente, e em dezembro do mesmo ano, assumiu a presidência do TCU.
Em 1984, Gallotti foi nomeado para o STF pelo ex-presidente João Figueiredo, tornando-se o último ministro indicado durante o período da Ditadura Militar. Em 1989, ele se tornou membro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De 1993 a 1995, Gallotti ocupou a presidência do STF, um período em que exerceu brevemente a Presidência da República, de 13 a 15 de junho e de 4 a 6 de agosto de 1994. Após uma carreira distinta e significativa, ele se aposentou em 2000, deixando uma marca indelével na justiça brasileira.
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