A recente decisão do líder nicaraguense Daniel Ortega de não realizar mais eleições na Nicarágua provocou reações de opositores, organismos internacionais e governos de outros países. O anúncio ocorreu após o discurso feito por Ortega em 20 de julho, no qual ele expressou sua intenção de impedir que a oposição alcance o poder através do voto popular.
O economista e opositor Juan Sebastián Chamorro criticou a postura do governo, afirmando que Ortega busca substituir o sistema eleitoral por um modelo semelhante ao de países como China, Coreia do Norte e Cuba, onde as disputas políticas são restritas ao partido dominante.
“O governo tenta eliminar as eleições, mas ainda depende de partidos aliados para manter uma aparência de legalidade”, declarou o cientista político Félix Maradiaga, que já foi candidato à presidência contra o regime. Ele também mencionou que Ortega tem medo de sua própria fragilidade, pois “sabe que não é invencível”.
O coletivo Nicarágua Nunca Mais, que opera a partir da Costa Rica, também se manifestou contra a decisão. Salvador Marenco, coordenador da organização, afirmou que a Frente Sandinista se tornou praticamente um partido único, sem oposição real no país. Além disso, Marenco destacou que o governo já fechou mais de 5.600 organizações civis, cancelou partidos políticos e encerrou as atividades de veículos de comunicação. Segundo ele, as declarações de Ortega “não apenas sepultam a possibilidade de eleições em 2027, mas reafirmam a impunidade”.
Preços vistos na Amazon em 13/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
A reação internacional não tardou. O governo dos Estados Unidos, através do secretário Marco Rubio, declarou que a afirmação de Ortega “expõe sua verdadeira natureza autoritária”, ressaltando que o ditador abandonou até mesmo a aparência de aprovação popular. Rubio também fez um apelo à comunidade internacional para se unir em oposição ao regime nicaraguense, que, segundo ele, não pode manter relações normais com outras nações enquanto viola princípios democráticos básicos.
O governo do Panamá também emitiu uma nota oficial, rejeitando a decisão de Ortega de eliminar as eleições. O Ministério das Relações Exteriores do Panamá enfatizou que suprimir esse direito fundamental é um grave ataque aos princípios e valores que sustentam as sociedades democráticas.
Albert Ramdin, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, se manifestou nas redes sociais, afirmando que o regime nicaraguense deixou claro o que suas ações já evidenciavam. Ele declarou que o país “abandonou a democracia, inclusive a aparência dela”, e que a eliminação das eleições representa “a negação definitiva do direito soberano do povo de escolher seu governo”.
Siga nossas redes e entre no nosso canal exclusivo de notícias.






