A Paramount Skydance anunciou que concordou em adiar sua fusão com a Warner Bros. Discovery. Essa decisão foi comunicada em um documento judicial na sexta-feira, 24 de julho de 2026, e ocorre em meio a uma ação judicial movida por vários estados dos Estados Unidos.
Se a fusão for finalizada, a nova empresa resultante promete redefinir o cenário da indústria do entretenimento e dos meios de comunicação. Esse movimento representa uma significativa vitória para seus proprietários, a família Ellison, que é aliada do ex-presidente Donald Trump.
Recentemente, uma juíza federal da Califórnia determinou, na última segunda-feira, 20 de julho, que as empresas deveriam suspender temporariamente o acordo que gira em torno de US$ 110 bilhões (equivalente a R$ 559 bilhões). Essa decisão veio apenas dois dias antes da União Europeia ter aprovado condicionalmente a fusão.
Com isso, a Paramount concordou em adiar até junho de 2027 o mega-acordo, que já havia recebido aprovação do governo Trump em 12 de junho, permitindo que essa fusão se tornasse uma das mais significativas do setor nos últimos anos.
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Uma coalizão composta por 12 estados liderados por democratas moveu uma ação na semana passada para bloquear o acordo, alegando que a nova empresa teria controle sobre 27% da distribuição de estreias cinematográficas e uma porcentagem similar na concessão de licenças de canais de TV a cabo.
“Deter essa fusão enquanto nosso caso avança é uma vitória crucial em nossos esforços para fazer cumprir a lei e proteger as indústrias do cinema e da TV”, afirmou a procuradora-geral de Nova York, Letitia James.
Se concretizada, a fusão resultaria em um portfólio abrangente de ativos de mídia sob a gestão de uma única empresa, incluindo importantes nomes como CNN, Warner Bros. Pictures e o serviço de streaming HBO Max.
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