Uma pesquisa recente divulgada pelo Poder Data aponta que 54% dos eleitores atribuem ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responsabilidade por permitir as ilegalidades relacionadas ao Caso Master. Em contrapartida, 29% dos entrevistados acreditam que as irregularidades estão ligadas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 17% se mostraram indecisos sobre o assunto.
Quando questionados sobre o conhecimento a respeito do Caso do Banco Master, uma expressiva maioria de 86% dos eleitores afirmou estar ciente do tema. Apenas 9% disseram não ter conhecimento, e 6% preferiram não responder.
A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 24 de junho de 2026 e entrevistou 2.400 eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro do estudo é de 2 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-05722/2026.
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O Caso Master surgiu no final de 2025, quando indícios começaram a emergir sobre a comercialização de produtos financeiros pela instituição sem garantias adequadas ao volume captado, além da oferta de retornos considerados atípicos para atrair investidores. Na primeira fase da investigação, o proprietário do banco, Daniel Vorcaro, foi detido e os investigadores estimaram que as perdas potenciais relacionadas ao esquema poderiam atingir cerca de R$ 12 bilhões.
Desde então, as investigações se expandiram, explorando possíveis práticas de lavagem de dinheiro, ocultação de ativos, e o uso indevido de informações sigilosas. Também surgiram indícios de pressão contra opositores e suspeitas de corrupção. Outro foco importante das investigações envolve transações financeiras entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), que incluem aportes bilionários e a alocação de recursos que poderiam ter beneficiado agentes públicos.
Com o andamento das apurações, a Polícia Federal decidiu ampliar o escopo da operação, investigando pessoas próximas a Vorcaro e autoridades que supostamente estão ligadas aos fatos em questão. Entre os nomes mencionados estão o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que é alvo de investigações sobre possíveis pagamentos relacionados aos interesses do banco, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), cujas ações em relação ao uso de recursos do Rioprevidência em fundos associados ao grupo financeiro também estão sendo examinadas.
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