João Gabriel, 5 anos, com TEA, desapareceu no domingo e foi procurado por equipes. Ele foi encontrado sem vida em um biodigestor próximo à residência em Araucária (PR).
João Gabriel Ferreira dos Santos, um menino de 5 anos que enfrentava o transtorno do espectro autista (TEA), foi encontrado sem vida no dia 28 de julho, conforme informações da Polícia Civil. Ele estava desaparecido desde às 9h do domingo, dia 26, e sua localização foi confirmada em um biodigestor próximo à residência da família em Araucária, região metropolitana de Curitiba, Paraná.
O corpo do garoto foi descoberto por volta das 15h, durante uma operação de esvaziamento realizada pelos bombeiros em locais com acúmulo de água. O biodigestor, que é um sistema para o tratamento de resíduos orgânicos, estava a aproximadamente 70 metros da casa onde João morava. Após a descoberta, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os devidos procedimentos.
“Os bombeiros efetuavam o esvaziamento de pontos com acúmulo de água, com apoio de caminhão do proprietário da fazenda, quando encontraram o corpo em um biodigestor situado a cerca de 70 metros da residência”, informou o Corpo de Bombeiros.
A Secretaria de Segurança Pública do Paraná destacou que a Polícia Civil e a Polícia Científica irão investigar as circunstâncias da morte. Inicialmente, não há indícios de crime, e a hipótese considerada é a de morte acidental.
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“Ainda assim, todas as circunstâncias do caso serão apuradas, com a coleta de elementos, depoimentos dos pais, familiares e demais pessoas que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos”, declarou o delegado Gabriel Fontana, da Polícia Civil do Paraná.
No dia em que desapareceu, João Gabriel informou à mãe que iria ao banheiro, localizado em uma área externa da propriedade rural onde se encontrava com a família, e não foi mais visto. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 12h10 e imediatamente iniciou uma operação de busca.
As equipes realizaram uma varredura em uma área de aproximadamente três quilômetros quadrados, que apresentava vegetação densa e mata fechada, utilizando diversas técnicas de busca, incluindo sonar para examinar tanques e açudes. No primeiro dia da operação, cerca de 150 pessoas, incluindo bombeiros, voluntários, e membros das forças de segurança, se envolveram na busca pela criança.
Para auxiliar nas buscas, foram utilizados drones com câmeras térmicas, mergulhadores, cães de busca e aeronaves, além de um grande número de viaturas. A Polícia Civil também coletou imagens de câmeras de segurança e ouviu os responsáveis pela criança como parte da investigação.
O desaparecimento de João Gabriel foi registrado no sistema nacional Amber Alert, que notifica usuários de redes sociais sobre casos de desaparecimento em um raio de até 160 quilômetros da última localização conhecida da criança.
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