A Federação Brasil da Esperança entrou com ação no TSE contra Eduardo Bolsonaro por alegações falsas sobre urnas eletrônicas. Partidos dizem que a live de 23/07 visou minar a credibilidade do sistema com vistas a 2026.
A Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB, realiza uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). A acusação refere-se à disseminação de informações consideradas falsas sobre as urnas eletrônicas, em uma transmissão ao vivo veiculada na última semana.
No documento protocolado, os partidos argumentam que as declarações de Eduardo têm como objetivo minar a credibilidade do sistema eleitoral, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando. A live em questão foi transmitida no dia 23 de julho, onde Eduardo interagiu por cerca de 55 minutos com o estrategista argentino Fernando Cerimedo.
Durante a transmissão, segundo os partidos, foram feitas acusações que já haviam sido analisadas e descartadas pela Justiça Eleitoral, o que demonstra uma repetição consciente de informações que não correspondem à realidade.
“Não se trata de equívoco, mas de deliberada reiteração de conteúdo sabidamente inverídico”, argumentam os partidos na representação.
Entre os pontos levantados na live, a ação menciona a referência a supostos “arquivos da CIA” que questionam a segurança das urnas eletrônicas. Para os partidos, essas declarações não são meras interpretações incorretas, mas sim a reprodução intencional de informações falsas.
O PT solicita ao TSE algumas medidas, incluindo a retirada imediata da live de Eduardo Bolsonaro das plataformas digitais, a proibição de novas publicações com conteúdo similar, e a aplicação de uma multa que pode chegar a R$ 30 mil ao ex-deputado. Além disso, a federação pede que uma multa diária seja estipulada, caso a decisão judicial seja descumprida.
Na petição, a federação menciona que a transmissão contém 11 declarações que são consideradas falsas sobre o funcionamento das urnas eletrônicas. Os partidos sustentam que essas afirmações fazem parte de uma estratégia coordenada para enfraquecer a confiança nas instituições que conduzem as eleições.
“As ações não decorrem de coincidência, mas do intento premeditado de deslegitimar as instituições eleitorais”, sustenta o documento.
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