No Vale Grande, o rover Curiosity fotografou uma área coberta por polígonos tipo favo de mel, com 5 a 10 cm de largura. Pesquisadores da NASA afirmam que nunca viram concentração assim em um único ponto.
O rover Curiosity, da NASA, faz uma descoberta fascinante na superfície de Marte, revelando uma vasta área de estruturas geométricas que se assemelham a um favo de mel. Essa formação impressionou os pesquisadores, que observaram a concentração de polígonos em um único local, algo nunca registrado anteriormente pelo veículo em suas explorações.
A descoberta ocorreu no Vale Grande, uma região onde o Curiosity identificou uma paisagem repleta de padrões geométricos pequenos, com dimensões variando entre 5 e 10 centímetros. Essas estruturas estão espalhadas pelo solo, incluindo áreas ao redor da colina isolada conhecida como “Miraflores”. Embora o rover já tenha encontrado formações semelhantes, a área extensa com essas características é inédita.
O registro foi realizado durante a subida pelos contrafortes do Monte Sharp, uma montanha de aproximadamente 5 quilômetros de altura que o Curiosity explora desde 2014. A origem dos polígonos ainda está em investigação, com os cientistas analisando se surgiram por processos relacionados à antiga presença de água, alterações minerais do solo ou mudanças provocadas pelo ambiente marciano.
Dentre as hipóteses consideradas estão: rachaduras causadas pelo ressecamento de sedimentos antigos; ciclos de aquecimento e resfriamento da superfície; compactação de materiais após serem enterrados; e a contração do solo devido à perda de água ou mudanças minerais.
Preços vistos na Amazon em 11/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
“Vimos muitas paisagens fascinantes através dos olhos do Curiosity, mas esse mar de polígonos tirou nosso fôlego”, afirma Ashwin Vasavada, cientista da missão no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.
Além dos polígonos, a mesma região trouxe à tona pequenas rochas escuras que despertaram o interesse dos pesquisadores. Agora, eles buscam identificar se essas rochas são resultado de impactos, fragmentos deslocados de camadas superiores de Marte ou meteoritos. Análises anteriores indicaram a presença de níquel nesses materiais, um elemento frequentemente encontrado em meteoritos, mas a origem definitiva dessas rochas ainda permanece um mistério.
Após quase 14 anos de exploração no planeta vermelho, o Curiosity apresenta sinais naturais de desgaste, com fotos do próprio veículo mostrando danos significativos em uma de suas rodas traseiras. Para mitigar esses impactos, a NASA optou por caminhos com terrenos menos agressivos e atualizou os sistemas de controle que ajustam o movimento das rodas durante os deslocamentos.
Caso a situação se agrave, a equipe da missão considera uma medida drástica: utilizar o relevo marciano para desprender uma parte danificada da roda. Testes indicam que o rover poderia continuar operando mesmo após essa intervenção. Enquanto isso, o Curiosity segue sua jornada, transformando cada nova paisagem em uma oportunidade inestimável para entender melhor a história de Marte.


Fonte: Olhar Digital
Siga nossas redes e entre no nosso canal exclusivo de notícias.






