Em uma decisão histórica, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter as condenações dos envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O crime, que chocou o Brasil, ocorreu em março de 2018, no Rio de Janeiro, e gerou uma série de repercussões e mobilizações sociais.
A análise dos recursos apresentados pelas defesas levou a Corte a classificar os embargos de declaração como protelatórios, evidenciando que o objetivo era impedir que a sentença condenatória se tornasse definitiva. O STF destacou que os argumentos apresentados pelos réus foram considerados como um simples inconformismo com o desfecho do julgamento, conforme afirmado pelo colegiado.
O julgamento foi concluído em uma sessão virtual, encerrada na última sexta-feira, 19 de junho, após a formação de maioria na quinta-feira, 18 de junho. Essa decisão reafirma a importância da justiça e do compromisso do STF com a verdade e a justiça social.
Os réus, Domingos e Francisco Brazão, foram sentenciados a 76 anos e 3 meses de prisão, enquanto Ronald Paulo Alves recebeu uma pena de 56 anos. Rivaldo Barbosa foi condenado a 18 anos e Robson Fonseca a 9 anos. As defesas levantaram questões sobre supostas omissões e obscuridades na decisão, além de questionar critérios de fixação das penas e os valores das indenizações solidárias destinadas às famílias das vítimas.
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O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que a fundamentação da decisão colegiada é coerente com as provas dos autos. Ele ressaltou que a pena é fixada de acordo com o convencimento dos julgadores sobre a gravidade dos fatos. Essa declaração reforça a seriedade com que o STF trata casos de grande relevância social.
“A fundamentação da decisão colegiada é coerente com as provas dos autos,” disse o relator Alexandre de Moraes.
No julgamento realizado em fevereiro, o STF já havia condenado os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, identificados como mandantes do crime, além de outros três acusados. Todos responderam por organização criminosa armada, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que o assassinato de Marielle Franco teve motivação ligada à sua atuação política na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, buscando contrariar interesses dos irmãos Brazão relacionados à regularização de áreas sob domínio de milícias. Essa conexão com a política ressalta a importância de defender a liberdade de expressão e a segurança dos representantes do povo.

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