Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que a estrutura única do SUS é um exemplo mundial. Ele citou como prioridades a reforma financeira da OMS e a finalização do anexo do Acordo de Pandemias.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, reafirmou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil em uma recente entrevista. Ele, que é o primeiro diretor-geral africano da OMS, destacou que a estrutura única do SUS é um exemplo que outras nações podem adotar para melhorar seus sistemas de saúde.
Adhanom, que ocupa o cargo desde 2017, mencionou suas prioridades antes de encerrar seu mandato no próximo ano, entre elas, a reforma financeira da OMS e a finalização do anexo do Acordo de Pandemias, que visa organizar o compartilhamento de informações sobre agentes patogênicos e garantir a distribuição justa de vacinas e medicamentos. Ele ressaltou que o Brasil, através da Fiocruz, tem um papel vital na produção local de vacinas, especialmente após os desafios enfrentados durante a pandemia de Covid-19.
“A rede de cuidados de saúde do SUS é única. Outros países podem aprender com o Brasil”, afirmou. Além disso, ele sublinhou que o país pode contribuir para resolver a desigualdade na distribuição de vacinas, um problema que se acentuou durante a pandemia.
Durante a conversa, Adhanom também falou sobre o papel do Brasil nas negociações em torno do Acordo de Pandemias, enfatizando que o país está liderando esses esforços e que sua contribuição é crucial para prevenir futuras crises de saúde global.
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Ele compartilhou sua experiência pessoal ao falar sobre a importância do SUS e como ele se inspira nesse modelo ao considerar a saúde como um direito humano fundamental. “Saúde não é para poucos nem para a maioria. Saúde é para todos”, afirmou.
Adhanom expressou preocupação com os cortes de financiamento que podem impactar países em conflito, onde a necessidade de ajuda humanitária é extrema. Ele destacou que, por exemplo, 33 milhões de pessoas no Sudão estão necessitando de assistência e que qualquer redução de recursos afetará diretamente essas populações vulneráveis.
Em relação à crise de Ebola na República Democrática do Congo, ele alertou que a complexidade do ambiente de conflito torna a situação ainda mais desafiadora. O diretor-geral sublinhou que medidas rápidas são necessárias para conter a epidemia e evitar sua propagação para países vizinhos. “Precisamos de acesso e um cessar-fogo para detectar e tratar os casos adequadamente”, concluiu.
Fonte: InfoMoney – Mercado
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