A Vale apresentou Ebitda ajustado pro forma de US$4,1 bi no 2T26, alta de 19% ante 2025, e superou projeções de bancos. A mineradora anunciou dividendos de R$2,03 por ação e novo programa de recompra.
A Vale (VALE3) divulgou resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) que superaram as expectativas do mercado, mostrando um desempenho robusto em sua operação. A mineradora apresentou uma geração de caixa forte, com dividendos de R$ 2,03 por ação e um novo programa de recompra de ações.
O Ebitda ajustado pro forma alcançou US$ 4,1 bilhões, representando um aumento de cerca de 19% em relação ao ano anterior e superando as projeções de instituições financeiras como Morgan Stanley, Goldman Sachs, JPMorgan e Bradesco BBI. Esse resultado foi impulsionado por receitas crescentes e custos operacionais melhores do que o previsto, além da sólida contribuição da divisão de metais básicos.
A geração de caixa livre foi um dos destaques, com aproximadamente US$ 1,5 bilhão produzidos no trimestre, resultando em um rendimento anualizado próximo de 10%. A dívida líquida expandida também mostrou uma queda para US$ 16,7 bilhões, o que reforça a percepção de um balanço cada vez mais saudável.
A companhia aprovou a distribuição de cerca de US$ 1,7 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio, o que equivale a aproximadamente R$ 2,03 por ação. O pagamento está programado para setembro, com as ações sendo negociadas “ex” a partir de 12 de agosto.
Além disso, a Vale anunciou um novo programa de recompra de até 100 milhões de ações ao longo de 18 meses, o que representa cerca de 2,3% do capital da mineradora. Essa iniciativa foi bem recebida pelas instituições financeiras, que a consideram uma demonstração de disciplina na alocação de capital.
Embora a revisão para cima dos custos do minério de ferro tenha sido um ponto de atenção, já era prevista pelo mercado. A Vale elevou sua projeção de custo caixa C1 para US$ 22,5 a US$ 23,5 por tonelada, enquanto o custo all-in foi ajustado para US$ 58 a US$ 62 por tonelada.
Os analistas destacam que a mudança reflete fatores macroeconômicos, como a valorização do real e os preços do petróleo Brent. Apesar de essa revisão poder limitar a reação positiva das ações após os resultados, a Vale também reportou melhorias significativas em sua divisão de metais básicos.
Os resultados do cobre e níquel foram notáveis, com o Ebitda do cobre alcançando US$ 1,0 bilhão e o do níquel chegando a US$ 294 milhões, ambos beneficiados por preços elevados e melhorias operacionais. O Bradesco BBI considera que a divisão de metais básicos é uma das principais fontes de valor da companhia.
Por fim, a Vale antecipou a produção do projeto Bacaba, no Pará, para o terceiro trimestre de 2027, o que representa um avanço em relação às previsões anteriores. Os analistas continuam a ver positivamente as recomendações sobre as ações da Vale, com estimativas de desempenho acima da média do mercado.
Fonte: InfoMoney – Mercado
Siga nossas redes e entre no nosso canal exclusivo de notícias.






