20º Anuário (23/07/2026) mostra 792.284 roubos e furtos de celular em 2025, taxa de 371,2/100 mil. Houve queda de 7,7% no país, mas cidades com mais de 100 mil habitantes seguem muito acima da média.
O Brasil registrou um total de 792.284 ocorrências de roubo e furto de celular em 2025, resultando em uma taxa de 371,2 casos para cada 100 mil habitantes. Estes dados foram revelados no 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que foi divulgado em 23 de julho de 2026.
Em comparação ao ano anterior, o número de ocorrências apresenta uma queda de 7,7%. No entanto, o levantamento destaca que algumas cidades ainda apresentam índices muito superiores à média nacional. O estudo elaborou um ranking considerando apenas municípios com população superior a 100 mil habitantes.
Entre as 10 cidades que lideram o ranking de taxas de roubos e furtos de celulares, predominam capitais das regiões Norte e Nordeste, com a capital paulista sendo a única exceção. Confira a lista das 10 cidades com as maiores taxas:
- 1. São Luís (MA) – taxa de 1.517,0.
- 2. Belém (PA) – taxa de 1.487,0.
- 3. São Paulo (SP) – taxa de 1.390,5.
- 4. Salvador (BA) – taxa de 1.195,0.
- 5. Lauro de Freitas (BA) – taxa de 1.144,5.
- 6. Porto Velho (RO) – taxa de 1.123,2.
- 7. Manaus (AM) – taxa de 1.107,1.
- 8. Olinda (PE) – taxa de 1.060,3.
- 9. Ananindeua (PA) – taxa de 979,5.
- 10. Teresina (PI) – taxa de 975,3.
Apesar de estar na terceira posição em termos de taxa proporcional, São Paulo concentra 20% de todos os roubos e furtos de celulares registrados no Brasil, mesmo representando aproximadamente 5,6% da população total do país.
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Os dados também revelam uma alteração no perfil dos crimes. Enquanto os roubos, que costumam envolver violência ou ameaça, diminuíram em 18,6% entre 2024 e 2025, os furtos, que são realizados sem violência, tiveram um aumento de 0,9% no mesmo período. Assim, seis em cada dez celulares subtraídos no Brasil são resultado de furtos, enquanto quatro são provenientes de roubos.
A mudança no padrão de crimes está ligada ao aumento do risco para os praticantes de roubo, devido à expansão das câmeras de monitoramento e à intensificação das ações policiais.
O Anuário também destaca que o programa Celular Seguro, lançado em dezembro de 2023 pelo Governo Federal, ajudou a reduzir a rentabilidade desse tipo de crime, dificultando o acesso imediato a aplicativos bancários.
O estudo ainda aponta que os roubos ocorrem principalmente em vias públicas (77,2%) e durante a noite, com maior concentração entre 18h e 23h. Por outro lado, os furtos são mais comuns durante o dia, especialmente entre 8h e 17h, em locais com grande circulação de pessoas.
Apesar da diminuição nos roubos, a sensação de insegurança permanece alta, com 78,8% dos brasileiros afirmando temer o furto ou roubo do celular. Essa preocupação tem levado a mudanças nos hábitos da população, e é notável que apenas uma pequena fração das vítimas registra oficialmente as ocorrências.
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