O Itaú Unibanco registrou lucro recorrente de R$ 11,9 bilhões no terceiro trimestre, alta de 11,3% em relação ao mesmo período do ano passado, em linha com as projeções do mercado. O desempenho elevou a rentabilidade do banco: o ROE consolidado subiu para 23,3%, ante 22,7% um ano antes. No Brasil, o indicador avançou de 23,8% para 24,2%. Em comparação trimestral, porém, o ROE ficou estável no consolidado e recuou 0,2 ponto no país.
Os concorrentes Bradesco e Santander Brasil registraram ROEs de 14,7% e 17,5%, respectivamente, no mesmo período.
A margem financeira somou R$ 31,4 bilhões entre julho e setembro, alta de 10,1% na comparação anual. A margem com clientes cresceu 11%, para R$ 30,5 bilhões, enquanto a margem com mercado caiu 14,6%. Frente ao segundo trimestre, a margem com clientes ficou praticamente estável (+0,5%) e a margem com mercado avançou 5,2%.
O banco revisou para cima sua previsão de margem com mercado para 2025, agora entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões, ante estimativa anterior de R$ 1 bilhão a R$ 3 bilhões. Segundo o Itaú, a revisão reflete o desempenho melhor do que o esperado das operações de trading. As demais projeções para o ano foram mantidas.
Crédito
A carteira de crédito, incluindo garantias e títulos privados, alcançou R$ 1,4 trilhão, alta de 6,4% em 12 meses e de 0,9% no trimestre. O segmento de pessoa física cresceu 6,5% no ano e 1% no trimestre.
Entre empresas, a carteira para micro, pequenas e médias subiu 7,5% em 12 meses e 1,1% no trimestre, enquanto o segmento de grandes companhias avançou 9,4% e 1,5%, respectivamente.
A inadimplência acima de 90 dias permaneceu em 1,9%, estável ante o trimestre anterior. No indicador de 15 a 90 dias, houve aumento de 0,3 ponto, para 2%, puxado por um caso específico de grande empresa já provisionada e classificada em estágio 3 — mercado aponta que se trata da Ambipar, que entrou em recuperação judicial em outubro. Sem esse efeito, a inadimplência teria se mantido em 1,7% no consolidado.
O custo do crédito somou R$ 9,1 bilhões, alta de 10,9% em 12 meses e de 0,6% frente ao trimestre anterior. A despesa de perda esperada atingiu R$ 9,78 bilhões, avanço de 9,5% no ano e 1,2% no trimestre.
Ao fim de setembro, o banco tinha índice de capital nível I de 14,8% e capital principal de 13,5%, com quase R$ 3 trilhões em ativos.
O período também registrou redução da estrutura física: o número de agências e pontos de atendimento caiu para 2.617 unidades, ante 2.738 no trimestre anterior e 2.959 um ano antes. O quadro de funcionários recuou para 93.554 pessoas, frente a 96.779 em setembro de 2024.
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