A Larian Studios anunciou que não recorrerá mais a ferramentas de inteligência artificial generativa (GenAI) para produzir artes conceituais e textos durante o desenvolvimento do próximo jogo da série Divinity.
Posicionamento oficial
O compromisso foi divulgado por Swen Vincke, diretor executivo do estúdio, em uma publicação no Reddit. Segundo ele, a utilização de IA limitava-se à exploração de conceitos, mas a prática foi encerrada. “Não usaremos mais ferramentas de GenAI ao longo de todo o desenvolvimento de artes conceituais”, escreveu o executivo.
Condições para uso futuro
Vincke acrescentou que apenas aceitará ativos gerados por IA caso o sistema tenha sido treinado exclusivamente com materiais da própria Larian. Dessa forma, o estúdio pretende evitar problemas relacionados a direitos autorais de terceiros.
Roteiro sem IA
De acordo com o diretor de escrita da empresa, nenhum diálogo, linha de texto ou conteúdo narrativo de Divinity passou por geração automática. Toda a redação continua a cargo da equipe interna.
Reação à controvérsia
A decisão responde a críticas levantadas depois que a desenvolvedora admitiu testar GenAI em seus fluxos de trabalho. Entre as principais reclamações, estavam a possível apropriação de arte de criadores humanos, impactos no custo de hardware e o elevado consumo de recursos naturais associado ao treinamento de modelos de IA.
Imagem: Larian Studios
A Larian Studios ficou no centro do debate após o sucesso de Baldur’s Gate 3, eleito Jogo do Ano em 2023, e segue desenvolvendo o novo capítulo de Divinity.
Com informações de Flow Games
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