O estúdio sueco Embark lançou, nesta semana, um hotfix para Arc Raiders a fim de bloquear um comando que permitia jogar o título — originalmente restrito à terceira pessoa — em primeira pessoa. A brecha alterava drasticamente o campo de visão e desativava efeitos como neblina, sombras e árvores, oferecendo vantagem competitiva a quem recorria ao recurso.
Como funcionava o exploit
Segundo o site Insider Gaming, bastava digitar um comando interno para que a câmera passasse a mostrar a ação pelos olhos do personagem, transformando a experiência de jogo. Usuários no Reddit relataram que prefeririam um modo oficial em primeira pessoa, mas reconheceram o impacto negativo na jogabilidade para os demais participantes.
Resposta da desenvolvedora
Na mensagem divulgada no Discord oficial, a Embark afirmou que “o recurso nunca foi pensado para o jogador” e informou que está “investigando relatos relacionados e poderá adotar medidas para proteger a integridade das partidas”. O estúdio reforçou que a atualização recente bloqueia comandos semelhantes que possam afetar o equilíbrio.
Preocupação com segurança
A rapidez do conserto foi elogiada, mas integrantes da comunidade demonstraram preocupação com a possibilidade de que manipulações no cliente afetem o servidor. “É preocupante que o cliente consiga orquestrar esse tipo de coisa e o servidor aceite tudo como se fosse normal”, comentou um usuário.
Imagem: Internet
Série de problemas recentes
Esta não é a primeira vulnerabilidade identificada em Arc Raiders nos últimos meses. Em dezembro, um evento teve de ser desativado devido ao aumento de trapaças. Já em novembro, jogadores descobriram que forçar as configurações gráficas para o nível “Baixo” impedia o carregamento de certos elementos do cenário, facilitando a localização de adversários.
Com informações de TheGamer
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