A Azul S.A. (B3: AZUL53; OTC: AZULQ) anunciou na sexta-feira a conclusão de sua reestruturação financeira voluntária sob o Capítulo 11, nos Estados Unidos. O processo foi conduzido no Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York e, segundo a companhia, todas as condições previstas no plano de reorganização aprovado pela Justiça foram cumpridas.
Com a reestruturação, a Azul reduziu aproximadamente US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento. O pacote inclui corte de cerca de US$ 1,1 bilhão em empréstimos e financiamentos, redução de quase 40% na dívida de leasing de aeronaves e queda superior a 50% nos pagamentos anuais de juros em relação ao período pré-Capítulo 11. A alavancagem líquida pro forma ficou abaixo de 2,5 vezes após a implementação do plano.
A companhia também levantou aproximadamente US$ 1,375 bilhão com emissão de notas seniores e garantiu US$ 950 milhões em compromissos de capital. O acordo contou com o apoio de credores estratégicos, como a arrendadora AerCap e as aéreas United Airlines e American Airlines.
Durante o processo, a Azul manteve suas operações normalmente, com cerca de 800 voos diários. Em 2025, a empresa transportou 32 milhões de passageiros, operando aproximadamente 170 aeronaves em mais de 130 cidades e 250 rotas diretas.
Após a conclusão da reestruturação e a liquidação da oferta de ações, o capital social da companhia passou a totalizar R$ 21,76 bilhões. Na sexta-feira, as ações da Azul dispararam cerca de 60%, refletindo a reação positiva do mercado ao encerramento do processo e à melhora na estrutura financeira da empresa.
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