A Pan-European Game Information (PEGI), órgão responsável por classificar jogos na Europa, passou a considerar quatro novos fatores nas suas avaliações: compras dentro do aplicativo, itens aleatórios pagos, jogabilidade por agendamento e interação com comunidade on-line. A mudança busca alinhar a regulamentação às práticas mais recentes da indústria.
Em entrevista ao site Eurogamer, o diretor-geral da entidade, Dirk Bosmans, explicou que a inclusão desses critérios pretende dar mais clareza aos pais sobre os riscos associados a cada título. Durante a conversa, porém, ele enfrentou uma pergunta comum a muitos responsáveis: permitiria que seu filho de 15 anos jogasse Grand Theft Auto 6 quando o jogo for lançado?
“Eu já esperava por essa pergunta”, respondeu Bosmans. Segundo ele, o filho reconhece que ser filho do diretor da PEGI pode significar restrições, mas também entende que existem centenas de jogos adequados para sua idade que oferecem diversão equivalente. Mesmo assim, Bosmans admite que a pressão dos colegas em torno de um título tão aguardado como GTA 6 será grande.
Envolvimento dos pais
O executivo reforça que a missão da PEGI é informar; a decisão final cabe a cada família. Ele defende a participação ativa dos pais, sugerindo que acompanhem as partidas dos filhos para entender o que os atrai nos jogos. Como exemplo, cita o uso de Hades para apresentar mitologia grega ao adolescente.
“Depois de conversar sobre o que eles jogam, negociar horários de tela fica mais fácil”, afirmou. A orientação vale especialmente em um cenário marcado por modelos de monetização diversos, como loot boxes — proibidas na Bélgica e alvo de processo da promotoria de Nova York contra a Valve.
Imagem: Internet
Com a atualização dos critérios e a ênfase na orientação parental, Bosmans não descarta autorizar o filho a experimentar GTA 6 no futuro, desde que a decisão ocorra de forma consciente e acompanhada.
Com informações de TheGamer
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