São Paulo, 4 de junho de 2026 – Treze anos depois de chegar às lojas, o Xbox One foi finalmente comprometido por um pesquisador de segurança. O feito foi revelado pelo hacker Markus “Doom” Gaasedelen durante uma apresentação na conferência RE//verse 2026, quando ele demonstrou ter burlado todas as camadas de proteção do console lançado pela Microsoft em 22 de novembro de 2013.
Produto mais seguro da Microsoft
Na época do lançamento, o diretor de segurança de sistemas da Microsoft, Dave Weston, descreveu o Xbox One como “o produto mais seguro já produzido pela Microsoft e talvez o dispositivo mais seguro existente”. A declaração transformou o videogame em alvo de especialistas em hardware, que passaram mais de uma década tentando derrubar suas barreiras.
Falha no bootrom foi a porta de entrada
Gaasedelen baseou-se em uma fala de Tony Chen, criador da pilha de segurança do Xbox, que em 2019 afirmou que “o único erro de software do qual não conseguimos nos recuperar é um bug no bootrom”. A partir dessa pista, ele executou dois voltage glitches sucessivos.
O primeiro pulou um trecho de código que configurava a proteção de memória do processador ARM Cortex; o segundo afetou a operação Memcpy. O resultado foi a liberação de “código não assinado em todos os níveis” e o acesso ao processador de segurança, permitindo a descriptografia de jogos, firmware e outros arquivos.
Comprometimento total e sem correção
Como o método atinge componentes físicos do console, não há atualização de software capaz de corrigir a brecha, caracterizando um comprometimento completo da plataforma. A descoberta abre caminho para futuros desenvolvimentos, como projetos de emulação e modificações no hardware original.
Imagem: Internet
O Xbox One foi lançado por US$ 499 nos Estados Unidos, trazendo uma APU AMD de oito núcleos a 1,75 GHz (modelos Original e One S) e resolução entre 720p e 1080p, chegando a 4K nos modelos One S e One X.
Com informações de TheGamer
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