Dados divulgados recentemente indicam que 77% dos jogadores de Final Fantasy VII Rebirth têm mais de 30 anos, sugerindo que a principal franquia da Square Enix atrai cada vez menos novos adeptos.
A quem “Rebirth” se destina
O jogo, lançado como segundo capítulo do projeto de remake de Final Fantasy VII, requer conhecimento prévio do título original de 1997 e da primeira parte, Final Fantasy VII Remake, publicada em 2020. Essa estrutura, voltada a quem já conhece a história de Cloud e companhia, contribui para o perfil mais maduro do público.
Efeito dos longos ciclos de produção
Atualmente, novos capítulos numerados da série podem levar cinco anos (ou mais) para ficar prontos. Enquanto isso, o portfólio da marca é composto por remakes, remasterizações, um MMORPG que exige tempo para ser alcançado por iniciantes e alguns jogos para celular pouco destacados. Esse cenário reforça a percepção de que a franquia mira fãs veteranos, em vez de conquistar jogadores mais jovens.
Comparação com outras marcas
O contraste fica evidente quando comparado a Pokémon, que mantém apelo entre crianças e adolescentes a cada geração, apesar das críticas de jogadores antigos. Já sagas como Dragon Quest, Uncharted, Halo, Ratchet & Clank e até Super Mario sofrem com espaçamentos cada vez maiores entre lançamentos de alto orçamento, situação que, segundo analistas, reduz a relevância cultural de jogos fora do universo dos serviços contínuos, como Fortnite.
Desempenho recente
Final Fantasy XVI, título inédito mais recente, não atingiu o impacto comercial ou crítico esperado pela companhia, reforçando a discussão sobre o futuro da série e seu alcance limitado a jogadores das gerações anteriores.
Imagem: Internet
Especialistas alertam que o foco em nostalgia pode garantir a permanência da marca por décadas, mas dificulta que novos públicos descubram o universo de fantasia que marcou época nos consoles da primeira geração PlayStation.
Com informações de TheGamer
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