O designer Andrii Verpakhovskyi, que trabalhou nos jogos originais da série STALKER, afirmou que rotular apenas produções europeias como “Eurojank” — expressão usada para títulos ambiciosos, porém cheios de falhas — é injusto. A declaração foi feita em entrevista à revista Edge e repercutida pelo site PC Gamer.
Segundo Verpakhovskyi, muitos dos seus jogos favoritos dos anos 2000, desenvolvidos nos Estados Unidos, também apresentavam inúmeros problemas técnicos, mas nunca receberam o mesmo rótulo. Ele citou Vampire: The Masquerade – Bloodlines (2004) e Arcanum: Of Steamworks and Magick Obscura (2001), ambos criados pela Troika Games, formada por veteranos da franquia Fallout.
“Esses títulos eram extremamente bugados, mas tinham a mesma alma dos games classificados como Eurojank, então não faz sentido limitar a etiqueta a projetos europeus”, declarou o desenvolvedor.
Origem do termo
“Eurojank” é usado há anos para designar jogos europeus marcados por ideias ousadas, porém executadas de forma irregular, como STALKER (2007), Gothic (2001) e, mais recentemente, Kingdom Come: Deliverance (2018). A definição mais citada, inclusive na Wikipédia, refere-se a títulos do continente — especialmente do Leste Europeu — repletos de falhas, mas com elementos criativos que compensam a falta de polimento.
Sem intenção de criar “Eurojank”
Verpakhovskyi afirmou que a equipe da GSC Game World nunca teve consciência de estar produzindo algo diferente de estúdios fora da antiga União Soviética. “Não traçávamos linhas entre jogos japoneses, norte-americanos, canadenses, britânicos ou da Europa Ocidental. Só queríamos fazer um bom jogo”, contou.
Imagem: Internet
Ele acrescentou que grande parte das imperfeições técnicas se devia à inexperiência: “Éramos novatos; muitos nem tinham formação em engenharia ou artes”. Para o designer, a presença de bugs não deveria ser motivo para regionalizar um rótulo negativo, já que falhas acontecem em produções de qualquer país.
Com informações de TheGamer
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