Um levantamento divulgado pela Battlestate Games indica que apenas 54% das contas banidas de Escape from Tarkov estavam, de fato, envolvidas em trapaças. Os dados fazem parte de um pacote de informações sobre o sistema anti-cheat que acompanha a chegada da versão 1.0 do jogo.
Distribuição dos banimentos
Segundo a desenvolvedora, o total de suspensões se divide da seguinte forma:
- 54% — uso de cheats;
- 22% — compra ou venda de itens por dinheiro real (RMT);
- 24% — “outros” motivos, categoria que abrange bots de nivelamento automático, scripts e softwares proibidos.
A empresa informou que deixará de publicar listas nominais de usuários punidos e passará a divulgar estatísticas periódicas “mais aprofundadas” sobre as infrações identificadas em determinados períodos.
Novas exigências técnicas
Para reforçar a segurança, TPM 2.0 e Secure Boot passarão a ser pré-requisitos para acessar o jogo. A Battlestate reconhece a resistência de parte da comunidade, mas afirma que a medida visa dificultar a atuação de programas de trapaça, mesmo que não elimine totalmente o problema.
Próximos passos contra trapaceiros
A desenvolvedora pretende implementar novos sistemas de detecção e reduzir o número de partidas que um trapaceiro consegue disputar antes de ser bloqueado. Embora processos judiciais contra criadores de cheats não estejam descartados, a empresa avalia que o retorno costuma ser demorado. Por isso, o foco imediato será remover anúncios e vídeos que promovem ferramentas ilegais, limitando seu alcance.
Imagem: Internet
O estúdio reconhece que o combate a trapaças continua sendo “um jogo de gato e rato”, mas reforça o compromisso de aprimorar mecanismos e manter a pressão sobre infratores.
Com informações de TheGamer
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